sexta-feira, 12 de junho de 2009

Carne amazônica

Pois os grandes supermercados do centro do país, somente comprarão carne proveniente de áreas que não sejam desmatadas, que tenham guia de origem e outras coisinhas. O PoPa acreditava que estas empresas já faziam isto, como algumas daqui fazem. O Zafari, por exemplo, controla seus fornecedores, para que a carne seja da melhor qualidade possível e que provenha de áreas adequadas.

Mas, de qualquer maneira, é uma atitude a ser elogiada e seguida, apesar de ter sido tomada somente após o Greenpeace ter denunciado o que todo mundo sabia. O que muitos não sabem, é que estas áreas são públicas e a produção, em grande parte, financiada pelo Banco do Brasil...

4 comentários:

José de Araújo Madeiro disse...

Popa,

A sabedoria nos indica que devemos matar a cobra com seu próprio veneno.

Então, nós devemos um programa de exploração da biodiversidade à Amazônia, respeitando à sua ecologia, ou seja dentro de um Projeto Brasileiro Auto-Sustentável. Nada melhor do que os amazônidas para nos indicar os caminhos. Devemos apoiá-los. Quem usar da má-fé que se f.... Nós estamos trabalhando nos silêncio internet, pela República Federativa Brasileira, prioritariamente, para contrapor a turba paranóica do Foro de São Paulo.
Depois processamos uma limpeza geral no país e quem tiver rabo de palha que pague às contas dos seus ato anti-brasileiros.

Att.
Madeiro

PoPa disse...

Não sou contra a utilização racional da Amazônia ou de qualquer outra área do Planeta. É preciso que se faça, contudo, racionalmente. Não é errado usar a madeira da floresta, desde que se deixe a floresta recompor-se naturalmente ou até mesmo através de plantios de adensamentos. Árvores, como qualquer ser vivo, nascem, vivem e morrem. Antes disso, podem ser cortadas, de maneira controlada, sem arrasar com a floresta.

O que se faz para a implantação de pastagens, contudo, é animalesco! Corta-se totalmente a floresta, aproveita-se alguma coisa da madeira e toca-se fogo no que restar, para implantar uma pastagem pobre, de quinta categoria, que irá engordar gado zebu da pior qualidade. Onde está a lógica? Se for extrair apenas as castanhas que existem por lá, é mais lucrativo que a produção de carne! A lógica? Financiamento para isto...

Anônimo disse...

Que coisa mais sem sentido o que se faz aqui nesse país.
No Rio Grande do Sul, onde a vegetação natural é de formações campestres tem-se incentivos plantar florestas (silvicultura), e na amazônia derruba-se a florestas para implantar pastagens "de quinta categoria"-como acima comentado. Realmente, não há logica nenhuma...

PoPa disse...

Há uma pequena grande diferença entre as situações, caro anônimo. Não há incentivos para a implantação de florestas no RS. O que há são empresários que descobriram que a terra é barata e se presta ao plantio de eucalípto. Mas há a possibilidade concreta de plantar eucalipto e produzir carne na mesma área, com resultados até melhores que o campo sozinho. Eucaliptos são utilizados há mais de 150 anos como proteção do gado no RS. Na Amazônia, ao contrário, há incentivo direto para arrasar a floresta e implantar as pastagens. Lá, estão se formando latifúndios de grandes extensões, sem o menor cuidado com a biodiversidade. Cada região tem sua próprias peculiaridades e a técnica deve mostrar o melhor caminho para cada uma, sem depredação e mau uso.

Difícil? Nem tanto. Mas precisa ter capacidade técnica, política e - fundamentalmente - humana.