quarta-feira, 10 de junho de 2009

Doidos por uma invasão

O PoPa leu, primeiro no Reinaldo Azevedo e, depois, foi confirmar lá no site da Presidência da República, o discurso de da Silva na assinatura de protocolo para obras de drenagem do famigerado pac.

E era verdade! Da Silva fala que os antigos governantes nada fizeram quando as populações começaram a ocupar margens de rios e encostas de morros, mas fala também, que ele e os partidos de oposição incentivaram estas ocupações. Então, quem estava errado? O governo de então, ou os que invadiam e ocupavam? Qualquer um que conheça os métodos utilizados pelo pt e seus aliados - mst, cut e outros - sabe que não é fácil impedir este tipo de ação. E, claro, aos governos também faltou pulso para estancar esta ação predatória. Como falta, hoje, para a oposição à da Silva.

Vamos à fala de da Silva, com concordância perfeita, já que os escribas corrigem o patrão:

Nós tivemos, praticamente, em 50 anos uma inversão, era 80 no campo e 20 na cidade, e de repente, virou 80% na cidade e 20% no campo. É verdade. Mas é verdade que se os governantes agissem de forma mais responsável no Brasil a gente não teria as pessoas morando nos lugares tão inadequados como elas moram hoje. E aí também não tem santo porque quando nós somos oposição, nós somos doidos para incentivar uma invasão. Quando nós viramos situação, nós ficamos doidos para resolver o problema e achar quem é o culpado daquela invasão. E todo mundo aqui sabe do que eu estou falando, todo mundo aqui já fez uma passeatinha, uma marcha, uma caminhada. E em nenhum momento nós fomos capazes de dizer: companheiro, nós vamos brigar para arrumar uma terra para você, mas não pode ser aqui. Aqui, você está vendo aquele rio ali, ele está vazio agora, isso aqui está bonito, mas quando ele encher ele vai alagar tudo e não tem jeito. Antigamente as casas ainda eram feitas, quando eram construídas nas várzeas, em cima de pilares. Todo mundo lembra, aquelas casas que tinham os porões altos, então quando enchia de água – eu morei em Santos um tempo e era assim – as casas eram em cima de pilares, enchia e não entrava ainda na casa. Mas hoje as casas são feitas na terra, às vezes até abaixo do nível do rio e todo mundo sabe que vai dar enchente. E quando enche, a gente age como se fosse uma novidade para nós. Da mesma forma nas encostas dos morros, a quantidade de córregos ocupados por barracos. Se os governantes da época tivessem o mínimo de responsabilidade, se fizessem o primeiro barraco, o terceiro ou o quarto e fosse lá conversar, arrumasse o local, poderia resolver. Mas quando tem mil já virou um problema social e aí não se mexe mais. Sobretudo se as pessoas tiverem título de eleitor.

3 comentários:

Marcos Pontes disse...

Se é errado, e agora ele sabe disso (Oh! Ele sabe de alguma coisa!), por que seu governo banca os terrorista do campo e da cidade que adoram invadir e recebem cestas básicas, transorte e dinheiro para isso, além da titularidade de terras que venderão para tomar cachaça e invadirem outra terra? Ou será que ele não sabe disso?

CINEMAN disse...

O DA Silva é muito bom. Quem mais ia ter cara para dizer uma coisa destas?

PoPa disse...

Ele até diz que sabe, Marcos, mas não se importa que continuem fazendo, pelo visto, já que as invasões continuam acontecendo e ele nada diz, nada faz.

Cineman, é realmente impressionante! Ainda vai ser motivo de muito estudo a reação popular ao fenômeno Da Silva. O cara é muito bom! Eu diria que messiânico. Se tivesse uma igreja, era santo em vida!