sábado, 14 de março de 2009

Ouvidos e ouvidores

Em suas leituras matianais, o PoPa leu que o ex-ouvidor do governo Yeda está denunciando o mau uso do sistema "Guardião". Para quem não sabe, é um sistema que permite escutar ligações telefônicas, quando devidamente autorizadas pela justiça. Se não há esta autorização, há problemas, na certa. Mas por que o ex-ouvidor precisou ser mandado embora para fazer esta grave denúncia? E como ele conseguiu o tal CD com gravações não autorizadas? O sistema Guardião tem uma central onde são gravadas e degravadas todas as conversas. É preciso ter um sistema totalmente corrupto para que haja este tipo de ação denunciada pelo ex-ouvidor. O PoPa não duvida disso, mas que o momento e o conteúdo da denúncia são estranhos, também não há dúvida.

A segurança do Estado não pode ficar sem este importante sistema, que permite minimizar os riscos dos agentes da lei no cumprimento de suas funções. Tudo que se possa fazer para que não seja corrompido, deve ser feito, mas nunca a paralização do sistema Guardião, que seria comemorada por muita gente.


imagem: Thiago Veloso (http://www.flickr.com/photos/riotemporada/2554467038/). Orelhão de Copacabana.

Um comentário:

Charlie disse...

O Guardião é um bom sistema, e a principal arma da polícia contra o tráfico de drogas e o crime organizado. Em um Inquérito Policial toda a escuta é feita com aval do judiciário. As gravações feitas ficam em uma central, é verdade, mas devido ao volume enorme de escutas realizadas as degravações são feitas por policiais em suas DPs.

O uso clandestino das escutas deve ser combatido, o que não significa, absolutamente, embargar o uso do programa. Tal medida certamente fortaleceria a indústria da corrupção e do crime organizado no estado.