quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Assentamentos

Semana passada, em uma feira no interior do RS, o PoPa encontrou-se com alguns prefeitos da Metade Sul. Um deles declarou que, em seu primeiro mandato, teve duas propriedades em seu município compradas pelo INCRA para fazer reforma agrária. Até aí, nada de mais, mas este prefeito colocou uma condição para o então responsável pelo GRAC - Gabinete da Reforma Agrária e do Cooperativismo - do governo gaúcho: uma das áreas teria que ser destinada a pessoas do seu município. Frisson no governo! Não, o INCRA não aceitaria isto! Pois o prefeito insistiu e disse que sua prefeitura nada faria para auxiliar o INCRA caso esta demanda não fosse aceita. Depois de muita negociação, finalmente conseguiu o que queria.

Rara e única, esta iniciativa deu tão certo que atualmente, é um dos assentamentos de maior sucesso na região. A outra área? Bem, mais de metade dos assentados originais já "deu no pé" e, provavelmente, estão em algum acampamento em beira de estrada. As áreas foram vendidas para outros nativos e parece que começa a dar certo, também...

O PoPa tenta entender qual o real interesse de mandar pessoas de outras regiões para assentamentos na Metade Sul. Não são produtores rurais que estão trazendo novas tecnologias para cá. Não são especialistas em nenhum tipo de produção, desconhecida por aqui. São pessoas desempregadas, na maioria das vezes, alistadas nos bolsões de miséria das cidades da metade norte do Estado. Se querem reduzir a pobreza na parte rica do Estado, estão fazendo um péssimo trabalho com esta transferência.

5 comentários:

irwim disse...

A Reforma agrária é um assunto espinhoso. O natural é fornecer terras para produtores rurais sem terras, mas isto é o que menos acontece. Que tal analisar herdeiros de agricultores que acabaram dividindo 10 ou 15 alqueires em 4 ou 6 filhos? São pessoas que aprenderam desde pequenos a "lida" na roça, mas acabaram com propriedades tão pequenas que são economicamente inviáveis. ESTE pessoal sim tem condições de produzir, e sabem valorizar terras..

tita coelho disse...

A Reforma agrária no Brasil é ilusória! Esse povinho do MST, na real não deixam fazer uma reforma séria...eles vendem as terras e saem protestando! Pior é essa história de aposentadoria agora para esse indivíduos...
Beijos

Pobre Pampa disse...

Isto é um fato! a reforma agrária é brincadeira de quem quer apenas mudar a pobreza de lugar. E gastar muito dinheiro nesta ação. Filhos de agricultores não tem a menor chance de conseguir seu pedacinho de terra, pois eles não vão parar de trabalhar um ou dois anos e ficar embaixo de lona preta, bebendo cachaça e sendo "treinado".

Anônimo disse...

Abram os olhos, pessoal! O termo "reforma agrária" somente é usado como forma de encobrir os verdadeiros objetivos do INCRA. Nenhuma liderança do INCRA ou do MST tem qualquer interesse em realizar o que poderia se chamar "Reforma Agrária" em nosso País. Basta ver quantos assentados se tornam algum dia produtores independentes. Quase nenhum.
Essa gente vive como escravos desse movimento. O INCRA é o maior proprietário de terras do Brasil. As terras nao estao passando para as maos dos assentados, e muito menos se tornando mais produtiva.

Lua Nua disse...

Não sei vocês, mas "do muito ou do pouco" que tenho na vida foi fruto do trabalho de uma dupla. Nunca ninguém deu nada pra gente, nem terra, nem insumos, nem maquinário, nem caminhonetes (e já tivemos 3), nem teto, nem leite, nem nada. Dar o peixe sem ensinar a pescar só gera esse tipo de coisa: mais pobreza, mais pedintes, mais paternalismo populista.

"Seu doutor uma esmola para um pobre que é são, ou lhe mata de vergonha, ou vicia o cidadão."