terça-feira, 19 de maio de 2009

Voto em lista - a quem interessa?

Miro Teixeira, do PDT, está na luta contra o voto em lista, que está mais adiantado do que o PoPa pensava!

Os atuais detentores de mandato estão babando para o tal voto em lista, o que inviabilizaria, praticamente, uma renovação do parlamento. Claro que eles - os atuais detentores de mandato - estariam no topo da tal lista! É isso que o povo quer? É essa reforma política que vamos ter? Ronaldo Caiado, líder do DEM, veio com esta pérola: "Se não aprovar o voto em lista não tem mais reforma política". EPA! O que acontecerá? Se aprovado o voto em lista, o parlamento, nas próximas eleições, vai ser o mesmo de agora. Queremos isso? É justo com o povo brasileiro?

O PoPa mandou um mail para o deputado Miro, com este teor:

Caro Deputado,

parabéns pela iniciativa de ir contra o abuso que os partidos políticos estão querendo fazer com o eleitor brasileiro. O voto em lista é uma violência contra a vontade popular, pois eternizaria os atuais detentores de poder ou de mandato, inviabilizando qualquer tentativa do eleitor de impedir um corrupto de retornar ao Congresso, se assim o partido decidisse. Como estamos no Brasil, sabemos bem em que acabaria essa história.

Eu tenho uma teoria para o voto em lista:

1. já que o voto é obrigatório, todo brasileiro deveria ser obrigado a associar-se em algum partido político;
2. todos os membros de diretórios seriam eleitos por voto direto de seus associados;
3. membros de diretórios não poderiam competir a cargos eletivos;
4. as listas seriam elaboradas pelos diretórios e ratificadas pelos associados.

Assim, teríamos listas sérias. É possível algo assim? Sei lá, mas acho que a intenção não é exatamente atender à demanda popular...

7 comentários:

Charlie disse...

Como assim todo mundo ser obrigado a ser filiado a partido político? Que isso?! Alguém me obrigaria a escolher entre PSOL, PT e DEM?!?!?!

PoPa disse...

Por que não? Se o voto é obrigatório, deveria ser obrigatória a adesão a algum partido, para se começar a limpeza do sistema por baixo.

Parafraseando Martin Luther King, "Não me preocupa o clamor dos maus, mas o silêncio dos bons..."

"History will have to record that the greatest tragedy of this period of social transition was not the strident clamor of the bad people, but the appalling silence of the good people."

Carlos Eduardo da Maia disse...

Se eu tivesse que escolher para me filiar a um partido eu escolheria o partido dos agnósticos ou dos céticos. Ontem eu coloquei no depósito um post concordando com a REvista Veja desta semana que sugere o voto em lista e financiamento público de campanha. O Popa deixou uma mensagem se dizendo contra o voto em lista. Juro que ainda não tenho opinião definida, mas coloquei o seguinte exemplo. O PP no RS está no cerne da corrupção no Detran. Será que o PP colocaria, hoje, o deputado José Otávio Germano na sua lista?

Charlie disse...

Bom, vamos lá! Voto obrigatório, filiação obrigatória e voto aberto. Oras, assim o cidadão pensa duas vezes antes de votar em vagabundo. Certo?

Credo.

CINEMAN disse...

Outro ponto para colocar nas condições do voto em lista: A lista não pode ser repetida nas eleições seguintes.

PoPa disse...

Maia, podes ter certeza que Otávio Germano estaria na lista do PP. Com aquela velha história de que nada foi provado, não houve julgamento, etc, etc...

Voto em lista é sacanagem pura! Com este povo que aí está, qual a lisura do processo? E não vai mudar...

Veja errou.

José Fonte de Santa Ana disse...

Reforma Política. Voto Distrital! Algumas bancadas evangélicas e sindicais pisam em ovos.
Como a quem não quer nada, defendem como simples mudança no sistema político. O que lhes daria poderes acima de qualquer outra organização brasileira. Diria que, talvez o comando da nação. O voto distrital.
Cujo sistema já falei um tanto de vezes junto ao Voto em Lista, denunciando seus fundamentos totalmente ditatoriais. Aonde de início acabariam com a maioria dos pequenos partidos e o multipartidarismo, implantando automaticamente o bipartidarismo, em duas gigantescas frentes que se autodenominariam como esquerda e direita.
José fonte de Santa Ana.
Artigo completo em meu Blog