segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Cartilha dos Assaltados

O PoPa não é nenhum fã do Paulo Santana, mas lê com frequência seus escritos, na ZH. Hoje, PS faz uma apologia às iniciativas de pais e professores cariocas que ensinam seus filhos a não facilitar situações de risco que podem resultar em assaltos e como se comportar, se isto acontecer. O PoPa acha ótima este tipo de orientação, mas ao final do texto, PS informa: "Algumas cartilhas cariocas estão pregando que as vítimas não devem considerar o assaltante um inimigo, mas sim um produto de uma circunstância social". PS segue dizendo que aprova esta idéia, pela simples razão de que ela é psicologicamente favorável a que os assaltados não venham a sofrer ferimentos nem perda de suas vidas.

O PoPa não critica a visão errada do colunista, mas gostaria de ler uma destas "cartilhas" que glorificam assaltantes ao considerá-los produtos da sociedade. Assaltantes têm que ser considerados inimigos perigosos e, como tal, tratados com o respeito que o medo impõe, nunca como um coitadinho! Além disso, um olhar meigo para um drogado pode ter um efeito muito perigoso... Não esqueçam que as favelas estão cheias de pessoas com problemas sérios de sobrevivência e a grande maioria não envereda pelo caminho do crime. Os que o fazem, sabem que estão errados e assim agem pelo poder, pelo dinheiro, pela fama, nunca para "agredir a sociedade".

2 comentários:

Carlos Eduardo da Maia disse...

Opinião de quem nunca foi assaltado: não se pode tratar o assaltante nem como coitadinho e nem como um marginal imbecil. FAlar pouco e ser objetivo.

Pobre Pampa disse...

Já fui assaltado uma vez, em Porto Alegre. Estava em um supermercado que existia na Cristóvão esquina Ramiro e o super foi assaltado por um bando enorme e muito armado. Eu já estava no caixa para pagar a conta, quando chegou um dos marginais com dois 38 apontando para mim e pedindo relógio, carteira... alcancei para ele - tentei - e o cara não sabia o que fazer com os objetos e com as armas. Acabou colocando uma na cintura para pegar o butim. Tens razão, Maia, não tem como dialogar numa situação destas, nada de querer pegar documentos ou outras tralhas. Deixa levar e depois faz tudo de novo! Em casos de sequestro relâmpago, sem uma arma constantemente apontada para ti, pode-se tentar um diálogo leve, para acalmar o assaltante. No mais, é ter cautela em sinaleiras, em ruas escuras, ao sair do carro. Essas coisas básicas.