terça-feira, 31 de maio de 2011

Sem assunto

Hoje pela manhã, o PoPa estava assistindo ao Bom Dia Brasil e ficou pasmo com uma entrevista realizada com o governador de Goiás que declarou, com todas as letras, que o estado não tinha condições de prover segurança, estudo e a infraestrutura necessária em suas próprias cidades. A reportagem era sobre cidades localizadas próximas de Brasília que a população de lá chama de "terra do nem", nem Goiás, nem Brasília.

Coisa simples de resolver! Se Goiás não tem condições de atender seus próprios habitantes, que entregue esta faixa de terra para o Distrito Federal, já que é de lá que seus moradores tiram seu sustento. O PoPa não admite choro de governo, seja ele qual for. Se está lá, é para prover o necessário para que seu povo tenha o mínimo de infraestrutura. Está lá na hora de arrecadar, está lá na hora de reprimir. Tem que estar lá na hora de dar segurança, saúde, educação!

Em outra reportagem, o programa falou sobre as comunidades "pacificadas" no Rio de Janeiro. Ali a coisa é ainda mais complicada, pois estas comunidades cresceram sem a presença do Estado, encontrando-se em um caos urbano absurdo. Solução por ali seria a retirada de mais da metade dos habitantes para que o restante pudesse ter um mínimo de segurança. E não é só segurança policial, mas segurança completa, com coleta de esgoto, lixo, água, ensino e saúde, ruas decentes, casas que sigam padrões básicos de construção, comércio legalizado, etc. O mínimo que nunca será alcançado com as atuais políticas de governo. Ou aquele povo tem cidadania completa ou nunca existirá como tal!

E o PoPa fica pensando nas tais ongs que querem acabar com a produção do campo. Nas que fizeram os índios de Roraima irem morar em lixões e favelas por não terem mais trabalho no que é hoje a tal reserva Raposa Serra do seilá o que. As ongs que "lutam" contra o Código Florestal tem qual interesse, afinal? Fazer com que o Brasil retorne à época do descobrimento em termos de florestas? Por que isso não funciona nos EUA, na Europa e nos outros países ditos civilizados? Afinal, a maioria destas ongs é de lá, embora recebam polpudos valores de nosso próprio governo...

Esse é um País interessante. O presidente do Senado acabou de retirar do chamado "túnel do tempo", um corredor que liga o plenário e os gabinetes, as referências ao impeachmant do Collor, sob a alegação de que aquilo não deveria ter acontecido na história do Brasil. Legal, vamos apagar tudo que não deveria ter acontecido no Brasil. Vamos apagar a gênese do petê, por exemplo, a criação do Amapá que só serve para manter esta figura como senador. Vamos apagar a história da escravidão porque afinal, nunca deveria ter acontecido! Melhor - e mais simples - é apagar certos políticos de nossa história. Certas histórias de nossos políticos vão continuar nos atormentando por muito tempo. Como esta, do político que prestou enormes serviços ao regime militar e seguiu prestando enormes serviços ao governo esquerdista do petê.

Sem assunto? Esses políticos brasileiros nunca deixam o velho PoPa sem assunto... sem saco para criar um título, talvez!

4 comentários:

Carlos Eduardo da Maia disse...

Concordo contigo. Com a Dilma a gente tem muito menos assunto do que na época do Lula. O "cara" gostava -- e gosta -- de ser o centro de tudo.

CINEMAN disse...

Pois o Lula e o filho do Lula preparam a garantia de sua aposentadoria e da aposentadoria (riquissima) do netos e bisnetos. Parece que na surdina compraram todo o direito de uso das terras por onde vão passar as linhas de transmissão da usina de Belo Monte. Vão construir as linhas e arrendar para o governo. Acredito que toda petezada de alto coturno vai ter uma beirinha do negócio. Claro que o BNDES vai financiar tudo.

Alberto disse...

A "classe" política está nos fazendo de otários! Precisamos usar o que tiver ao nosso alcance (e-mail, telefone, etc) para cobrar as mudanças tão prometidas e fazer valer o voto! Só mesmo num país igual ao Brasil que "elementos" igual a Sarney, Calheiros, Dirceu, Palocci, ainda "dão as cartas"...

Cachorro Louco disse...

Continuo acreditando que a soluçao para este país ainda é um governo militar de direita .

Abraços