Pois a Via Capesina, juntamente com o MST, o MPA, o MTD, o MMC e mais alguns FDP, resolveu bloquear o acesso dos funcionários da VCP ao viveiro que existe no município do Capão do Leão, próximo à Pelotas. “
Queremos a biodiversidade e a produção de alimentos saudáveis”, afirmou a agricultora Maristela Pereira, de Encruzilhada do Sul. “
Acreditamos que o agronegócio, especialmente a cultura do eucalipto pelas multinacionais, desestruturará a economia dos municípios gaúchos e fere o direito do coletivo”, disse o agricultor e integrante do MPA, Adílson Schuch, que também disse: “
Somos contra o deserto verde das empresas de celulose, a exportação e a monocultura que não respeitam a estrutura econômica da região.”
Vamos por partes...
Biodiversidade e alimentos saudáveis, quem pode ser contra isso? Mas é preciso lembrar-se que os eucaliptos estão sendo plantados em áreas onde nada disso era produzido.
O agronegócio vai desestruturar a economia dos municípios. Essa é dura de engolir! Senão, vejamos: nas áreas onde estão sendo implantados os matos de eucaliptos, a grande produção é de pecuária extensiva, cujo reflexo na economia dos municípios é muito, mas muito inferior ao que se dará com os matos de eucaliptos, tanto em termos de mão de obra, como em termos de circulação de dinheiro. Os plantios de soja e milho nestas áreas são ínfimos e sem segurança, por tratar-se de regiões sem as características adequadas para estas culturas. Talvez eles não saibam que o agronegócio tem salvo o país nos últimos anos, pagando suas contas e mantendo empregos, enquanto outros setores da economia definhavam ou, simplesmente, estabilizavam.
Fere o direito coletivo. Essa é boa, principalmente dito por alguém que está impedindo mais de 200 trabalhadores de chegarem em seus postos de trabalho...
O desejo do grupo é que o Governo do Estado desaproprie as terras cultivadas com eucaliptos... essa é muito boa, também! O INCRA qualifica como improdutiva as propriedades que permaneceram somente na pecuária, mesmo intensiva, e eles querem que as áreas produtivas sejam desapropriadas?
Enquanto isso, mais de mil vagabundos estão acampados na porta de uma empresa nacional, que está trazendo desenvolvimento e trabalho para uma região absolutamente carente de investimentos. E investimentos privados, já que o público só sabe dar comida e grana para esta gente fazer este tipo de "serviço". E, como sempre, colocam mulheres e crianças na frente, para proteger os marmanjos...
Declarações dos invasores dadas ao Diário Popular, edição de hoje.