quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Preconceitos


Não, o PoPa não está falando de Marta e Kassab! Aliás, o PoPa não vio o preconceito acusado por todos - até por Marta - na tal peça publicitária. Ao ver o conjunto das perguntas, parece ter fundamento as últimas: "É casado? Tem filhos?" Não houve insinuação de que seria homossexual. Por que não responderam às outras? "Já teve problemas com a justiça?" "Melhorou de vida depois da política?"

Mas o preconceito tem várias facetas, muitas das quais até aparentando um apoio emocionado... O PoPa leu, na ZH de hoje, a matéria "Da faxina para o plenário", onde conta a história de uma faxineira da Câmara0 de Espumoso que se elegeu vereadora. Abaixo da foto da candidata eleita, ZH colocou "Maria Helena era faxineira da Câmara, se elegeu vereadora com 554 votos e terá o salário aumentado de R$ 700 para R$ 1.903." No texto, o reconhecimento de pessoas de que ela se elegeu pelo trabalho comunitário que faz há muito tempo. Mas falar do aumento de salário não seria um tipo de preconceito? E fotografá-la de balde e pano na mão, seria uma tentativa de mostrar que sua eleição foi uma das bobagens corriqueiras no mundo político?

Imagem: da ZH, Maria Helena. O PoPa torce que seja uma grande vereadora para sua cidade.

3 comentários:

Ricardo Rayol disse...

no caso explorar a bobagem que a marta falou vai alavancar os votos do eleitor gay

W.Neto disse...

A questao e´ a baixaria desta mulherzinha. Marta "relaxa e goza" Favre, apelou,deu golpe abaixo da linha da cintura. E´informaçao subliminar, insinuaçoes deste tipo que deixam no ar. Se for o caso,Kassab poderia ter falado do par de chifres que ela plantou na cabeça do ex-marido, mas ele demonstrou maturidade e etica! Limitou-se a falar de seus compromissos com a cidade. Aquele Abraço!! Conheço bem este rincao, morei ai por um bom tempo!

andre wernner disse...

Meu caro Popa,
Eu entendo às suas indagações e você está certo.
Mas há uma diferença brutal entre a mulher eleita vereadora aí no RS, que veio de baixo, jamais imaginaria que um dia poderia chegar a Câmara de Vereadores, pela sua própria origem, enquanto tais cargos pertencem aos bem nutridos e, geralmente, bem nascidos.

Mas, pelo seu trabalho comunitário, seu valor pessoal conquistou a simpatia de parcela da população que reconheceu nela, méritos para coloca-la naquela Casa de Leis como representante do povo.

Já no outro caso, o de dona Marta Suplicy é o oposto. Ela já vem de berço nobre, gosta de saborear cascatas de camarão e lagostas, vinhos importados da melhor qualidade e vestir-se com as melhores grifes além fronteira. Até aí, tudo bem. O erário ajuda com uma parcela esse padrão estiloso de ser.

Mas, dona Marta de um tempo para cá começou a trabalhar contra sua própria imagem, fazendo da arrogância sua companheira predileta. Ainda como prefeita de São Paulo, sempre que a cidade tinha problemas, em entrevistas coletivas, mostrava a sua face venenosa transferindo a responsabilidade, senão para subalternos a outras lideranças do passado, escapando pela tangente.

Sem medir as palavras, também escorrega na língua e agride o bom-senso e o decoro que qualquer político precisa ter. Como, aliás, a frase que a destacou como celebridade da banalização, em pleno caos aéreo, em que as pessoas estavam fragilizadas: “relaxa e goza”, de triste memória.

Enfim, durante esses anos todos, dona Marta relaxou e gozou à custa do erário. Pelo visto a recíproca para a sociedade paulista e brasileira não foi à mesma. A periferia paulista que o diga.

Poderia se dizer que enquanto dona Maria Helena, faxineira conceituada sobe os degraus da Câmara de sua pequena cidade, dona Marta desce os degraus da política, na maior metrópole do país, embicando a vida no ostracismo que lhe espera. A final, a história registra a solidão dos políticos que ganharam muito, mas perderam o respeito popular.
Meu respeitoso abraço