sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A FACE DA CORRUPÇÃO

Não tem coisa mais antiga em publicidade do que esta história do outdoor do CPERGS. Eu até achei que os publicitários iam inovar e tinham um plano B. Se a turma do governo se precipitasse, como se precipitou, e saisse batendo antes de se saber o que seria a tal face da corrupção, os outdoor poderiam ter qualquer coisa como: "Viu como eles são? Que nem a brigada deles, saem batendo antes de qualquer provocação" ou qualquer coisa mais inteligente (afinal, não sou publicitário). Mas foi a coisa antiga mesma. Nenhuma surpresa. A face da corrupção é a Yeda. O que é que o CPERGS conseguiu, ou vai conseguir? Uma coisa acho que é certa. A base do governo, mesmo pantanosa como é, vai acabar aprovando o não pagamento dos dias parados durante a greve, coisa que não ia fazer antes. Nesta crise, uma graninha que vai fazer falta aos professores que foram na onda da liderança. Mas talvez seja este mesmo o objetivo do CPERGS. Provocar uma ação do governo que o transforme em vitima e recupere sua imagem junto a população. Acho que o lance é ruim mas vamos aguardar.

3 comentários:

charlie disse...

A Yeda não goza de muita popularidade, mas atitudes como esta podem somar pontos para ela. Infeliz a campanha.

PoPa disse...

Era de se esperar que o CPERGS fosse mais inteligente. Afinal, são professores! Mas o que se viu foi o desperdício da grana dos professores, que poderia ser muito melhor aproveitada. Eles fazem o que combatem... esquisito!

ALLmirante disse...

Apesar da escravidão ter sido menor aqui,o Rio Grande do Sul nunca foi um estado democrático.
(FONSECA, Ana Julieta, Professora de História do Colégio Júlio de Castilhos)
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A história das ditaduras brasileiras na República é, afinal, a história das ditaduras gaúchas. Temos que reescrever a história das nossas patologias autoritárias: será uma catarse salutar. (Décio Freitas)
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À Chimanga
E tudo o mais em São Pedro
Vai morrendo, pouco a pouco,
A manotaços e a sôco
Rolando pelo abismo;
Pois com o tal positivismo,
O home inda acaba louco.
(Ramiro Barcelos)