sábado, 15 de novembro de 2008

Professores, onde estão?

Ao ler, na ZH, a notícia da declaração de greve dos professores, o PoPa ficou triste, porque ninguém sairá ganhando com esta atitude, mas muitos jovens poderão perder um ano de suas vidas, se não concluírem seus estudos. Perderá o Estado, não o governo, na medida em que estes jovens irão entrar no mercado de trabalho ou na luta por uma vaga na universidade, um ano mais tarde. E os professores, o que ganharão? O repúdio daqueles que ainda conseguem pensar neste mar de insensibilidade em que se transformou a sociedade humana. De forma imediatista, o governo poderá ganhar alguma coisa, pois não pagará salários e, quem sabe, poderá atrasar o 13º novamente.

Por estas e outras é que a classe média que consegue "fugir" do ensino público, é que tem um pouco mais de chance nas oportunidades globais. Ensino público, nestepaís, é sinônimo de baixa qualidade, incerteza nas matrículas, incerteza nas greves, professores despreparados, escolas sem estrutura e por aí vai. Daí, para resolver tudo isso, cria-se um sistema de cotas!

5 comentários:

Charlie disse...

Ensino público com qualidade no Brasil é maior das utopias. Se nem vontade para mudar existe, imagine reformar todo o sistema e expurgar os incompetentes.

Diego disse...

Acho que simplesmente valorização já cuidaria de vários problemas, inclusive incompetência. Sendo bem remunerado, vários bons profissionais, que antes nem considerariam ensino público, apareceriam no ensino médio e fundamental.

Charlie disse...

Pois é. Mas levaria duas décadas para reciclar o elemento humano, e durante todo este período teria que se manter um bom patamar salarial.

Eu sou muito pessimista quanto a isso...

Diego disse...

Pois é. Investimento a longo prazo sim é utopia!

Carlos Eduardo da Maia disse...

Para ter um ensino público de qualidade no Brasil tem que revolucionar o serviço público. E o interesse corporativo não vai permitir esse tipo de revolução. Ou vai?