sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A gasolina argentina e as bobagens ditas em nome de um protecionismo babaca

Pois o PoPa assistiu, agora pela manhã, uma reportagem sobre Uruguaiana, onde há grande movimentação de pessoas para comprar e até revender gasolina argentina. A reportagem da RBS salientou, ao final, que comprar gasolina na Argentina não é crime - nem precisaria dizer, claro. Mas o que chamou a atenção do velho PoPa, foi a reportagem ter ouvido "especialistas" que disseram que a gasolina argentina seria ruim para os veículos e que, usada continuadamente, traria problemas sérios.

Ora, a gasolina brasileira é que é batizada! Com 23% de álcool, motores que não foram desenvolvidos para isso apresentam inúmeras falhas, corrosão, entupimento do catalisador e outros tipos de falhas. E é mais cara porque a Petrobras, em seu monopólio, mantém a gasolina cara para os consumidores brasileiros. Não sei se, como no Uruguai, existe gasolina com chumbo tetraetila na Argentina. Se tiver, evite. Mas use e abuse desta gasolina de excelente qualidade, sem álcool e de custo acessível. Prefira a de alta octanagem, que teu motor vai agradecer.

E, pessoal da RBS, tenham cuidado em que tipo de "especialista" vão ouvir. Falem com engenheiros mecânicos do ramo, que não tenham o rabo preso. Afinal, temos direito à verdade, embora esta prática esteja um pouco fora de moda nestepaís.

11 comentários:

Blog do Ferra Mula disse...

Olá PoPa,

Tem mais, grande parte dos veículos chamados nacionais são fabricados na Argentina.

Alccol ( apelidado de etanol) mais parece agua contaminada com alcool e a gasolina "ibidem".

Para os desinformados, a Petrobrás está mais do que presente na Argentina, quem sabe por isso devemos tomar cuidados redobrados.Propagandas da Petrobrás em todo lugar, outdoors, e também de produtos como o Lubrax.

Semana passada uma amiga abasteceu com alccol seu Ka num posto da Petrobrás, e não havia meios de faze-lo funcionar. Rebocaram até ao mecânico e diagnóstico foi curto e grosso "Água em excesso" no combustível, voltou ao posto e pediu o teste do alcool, quase foi linchada.Não fizeram e zombaram dela - "Abastecemos carros zerados nunca deu problemas, e a senhora com esse "kazinho" vem querer botar banca????". Não fizeram o teste, que segundo a propagan da oficial é obrigado a fazer. Este é retrato de nosso querido Brasil.

PoPa disse...

É lei o teste e eles tem que ter o densímetro a disposição do consumidor para fazer o teste. Mas quem respeita o consumidor neste país, hoje em dia? Com o exemplo que vem de cima...

Anônimo disse...

Então faz como eu, dirige até Chiloé no sul do Chile e volta por Bariloche e vê que tal funcionar um motor para gasolina com álcool usando gasolina comum por 4 semanas.
Por esse raciocínio ligeiro a FIAT seria uma empresa picareta vendendo o tetra-fuel dela, pois decerto a gasolina sem álcool não é um combustível diferenciado que mereça o Siena exibir o tetra no nome.
Não gosta da Petrobrás ? Abastece na rede Charrua então. Abastece nos postos ESSO.
E em nenhum diga que se deixou vitimizar, que esse fingimento não fica bem em gente graúda.

PoPa disse...

Cara, acho que tu não entendeu o post! Não vejo problemas em abastecer em postos BR. Aliás, praticamente toda a gasolina brasileira, mesmo a da rede Charrua, é da BR. O que eu disse é que a gasolina uruguaia ou argentina não causam problemas ao motor. Agora, carros flex são uma sacanagem tecnolótica, pois não tem as características de um motor a álcool e nem gasolina. É um meio termo que faz com que ele seja mais gastador que um carro a alcool ou a gasolina (mesmo a que tem o anidro). Carros flex exitem nos EUA, por exemplo, e eles tem coletores especiais que se alteram, conforme o combustível usado. Não é o nosso caso, para ficar mais barato...

Ando muito pelo Uruguai e nunca tive problemas com meus carros. Mas não uso a gasolina comum, sempre a de alta octanagem.

Anônimo disse...

Usei um carro antigo, não era flex.
Quatro semanas de gasolina normal e o motor construído para mistura de álcool estava engasgando e tossindo.
Ele não para, não me deixei ficar na estrada, sempre cuidando com o pé no fundo lá desde San Martin de los Andes.
Não é funcionamento normal.
É plausível dizer que tem desgaste.
Sim, toda gasolina brasileira vem de uma refinaria Petrobras.
Misturas ocorrem depois de sair da refinaria, esse pelo menos é o depoimento de todo mundo envolvido no assunto.
A gasolina com chumbo, me parece, vai arruinar o catalisador.
Então a alta octanagem é melhor para preservar o catalisador.
Aliás tem ainda a fedentina de gasolina com chumbo em Santiago, um ponto favorável para se misturar o álcool à nossa gasolina.
Nossas cidades não fedem tanto a gasolina porque o álcool que desempenha papel de antidetonante do chumbo queima com menos cheiro.

PoPa disse...

O mundo civilizado não usa mais o chumbo tetraetila há muitos anos. Mas muitos países da AL ainda estão com ele, como antidetonante. O que o álcool, realmente faz melhor. É possível que teu problema tenha sido por conta da altitude, que exigiria nova regulagem do carburador (em carro injetado este problema é menor, mas existe). Não sou contra o uso do álcool na gasolina mas não acho que tenha sido uma boa idéia deixar os usineiros de donos do sistema, transformando todos nós em reféns. Sei, este é um problema político criado antes do atual governo mas que não foi equacionado devidamente até o momento.

CINEMAN disse...

Eu acho que o alcool é uma boa alternativa como combustível e mereceria maior pesquisa embora este não seja nosso forte. Mas parece que com o Pré Sal desapareceu o interesse com o bio-combustível. O que é que voces acham?

Anônimo disse...

Eu não entendo de motor nem de gasolina. Mas você entende?
Sei que a gasolina brasileira é muito cara, mas pelo que sei o monopólio foi quebrado pelo governo FHC e porque não existem outras refinarias no Brasil vendendo este produto por valor menor?
Eu abasteço Petrobras, esta, ao menos investe em desenvolvimento e pesquisa no Brasil.
Não só a gasolina é cara, compare os preços de caro daqui com dos EUA e certamente os de lá são melhores e os fabricantes são os mesmo.

Leandro Dias disse...

Engraçado o posto do nosso amigo anônimo agora, continue a defender a Petrobras após os escândalos e assaltos ao consumidor revelados agora.
Você diz que o alta preço pago pelo combustível se justifica, devido pesquisas e os investimentos feitos pelo Petrobras? Quem sabe você volta até a Argentina e localiza um posto Petrobras (sim, eles existem na Argentina), e ai quem sabe argumente com nossos hermanos por que nossa gasolina custa até R$ 1,00 mais barato lá do que aqui.
E o problema apresentando pelo seu veiculo. tenho 99% de certeza que você optou pela gasolina mais barata, ou seja, abaixo da octanagem adequada para a regulagem dos nossos motores, você deve utilizar gasolina com octanagem minima de 87 IAD, ou 95 ROM que é o padrão utilizado nos resto da America Latina. Esse é o erro cometido por todos que tiveram problemas com gasolina em outros países. Pesquise um pouco e ai quem sabe você não precise fazer comentários anonimamente!

P.S.: Espero que a sua "amiga" Petrobras deixe de investir em "Gasolina" e comece com baterias para carros elétricos!

Abraços!

Leandro Dias disse...

Engraçado o posto do nosso amigo anônimo agora, continue a defender a Petrobras após os escândalos e assaltos ao consumidor revelados.
Você diz que o alta preço pago pelo combustível se justifica, devido pesquisas e os investimentos feitos pelo Petrobras? Quem sabe você volta até a Argentina e localiza um posto Petrobras (sim, eles existem na Argentina), e ai quem sabe argumente com nossos hermanos, por que nossa gasolina custa até R$ 1,00 mais barato lá do que aqui.
E o problema apresentando pelo seu veiculo. tenho 99% de certeza que você optou pela gasolina mais barata, ou seja, abaixo da octanagem adequada para a regulagem dos nossos motores, você deve utilizar gasolina com octanagem minima de 87 IAD, ou 95 ROM que é o padrão utilizado nos resto da America Latina. Este é o erro cometido pela maioria das pessoas que tiveram problemas com gasolina em outro países. Pesquise um pouco e ai quem sabe você não precise fazer comentários anonimamente!

P.S.: Espero que a sua "amiga" Petrobras deixe de investir em "Gasolina" e comece com baterias para carros elétricos!

Abraços!

PoPa disse...

a questão dos veículos elétricos é interessante. Sabes que o IPI para este tipo de carro é de 35%? Maior que o de uma Ferrari, para citar um exemplo bem marcante...