terça-feira, 29 de abril de 2008
Pena de morte em Cuba
Boa notícia? O PoPa não sabe a condição dos condenados, portando não pode opinar. O PoPa não é visceralmente contra a pena de morte, mas quando o Estado é que decide isto, é bem complicado... Mas, de qualquer maneira, é uma demonstração que as coisas estão, realmente, mudando para melhor na ilha. Ótimo isso, pois Cuba pode ser um paraíso tropical para o mundo e ainda deverá ser o melhor lugar para se viver neste século.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Generación Y

Como qualquer um que viva próximo da fronteira, o PoPa conhece um pouco de espanhol e lê, com uma certa facilidade, os blogs na língua de Cervantes. Mas sabe que isto não é exatamente verdade para o pessoal que não tem esta vivência. Então, traduz alguma coisa deste fabuloso blog Generación Y, da cubana Yoani Sanchez. Hoje, ela escreveu:
Este domingo, no noticiário, o presidente da Central de Trabalhadores de Cuba, anunciou um primeiro de maio onde se evidenciará a "criação inventiva" do nosso povo. Suas palavras foram acompanhadas pelas conhecidas imágens de milhares de pessoas desfilando em uma praça cheia de cartazes, bandeiras e roupas multicoloridas. Ao ver tanta exuberância, voltou minha velha dúvida de onde se confeccionam todos estes elementos vistosos que resplandecem sob o sol de maio.
Se nos guiarmos pelas palavras de Salvador Valdés Mesa, se trata da iniciativa cidadã, a que desenha, pinta e colore os posters e as roupas. Todavia, todos sabemos que não é possível comprar em pesos cubanos - a moeda na qual se recebe os salários - nem uma bandeira cubana, nem tinta óleo ou acrílica e, muito menos, camisetas ou bonés. Tampouco se pode adquirir, legalmente, uma impressora para conseguir as letras perfeitas que exibem os cartazes das mobilizações. De onde, então, saem estes cartazes que predentem ser fruto da espontaneidade popular?
Conheço a resposta e saibam que pouco tem de ousadia de um operário que escreve suas demandas em um lenço. Tampouco se parece com a decisão de um sindicato autônomo, que organiza faixas para que seus membros exijam melhoras no trabalho. A maioria destes cartazes são orientados e desenhados por aqueles que os miram "enlevados" desde a tribuna. Eles sabem que se deixarem que os trabalhadores - por eles mesmos - façam os cartazes, provavelmente diriam outras coisas.
Finalmente, a transparência está chegando à Cuba. A ilha está no caminho oposto ao que os bolivarianos estão pretendendo, por absoluta falta de ter como segurar seu próprio povo.
Imagem: do site "Generación Y", bandeiras de Cuba.
domingo, 27 de abril de 2008
Lazer e bobagens
O PoPa fica pensando o que teria acontecido para que este projeto não desse certo e pensa que houve algo mais além de valores monetários envolvidos na negociação. Que Wagner Moura não iria participar da série, já estava certo. E isto não deveria ser problema, pois séries baseadas em filmes quase nunca utilizam o elenco original. Como existem muitos Bonds, por que não existir dois capitães Nascimento? Bobagem pensar que isto seria um problema sério. Agora, desnudar a ação dos traficantes, colocar a classe média como financiadora do tráfico, mostrar a corrupção policial... isso ia doer bastante! É muito provável que o acordo com a emissora colocasse alguma objeção a estes assuntos.
Então, o PoPa segue com Monk e House. E observa, perplexo, as idéias de alguns energúmenos políticos, que querem fazer com que a programação da tv PAGA, tenha um percentual mínimo de programação "made in Brazil". E em horário nobre!!!! Ora, se é paga, deixem que o espectador resolva o que é melhor. Quer programação brasileira? Vai assistir novelinhas!
Petróleo, alimentos e inflação
Na questão dos alimentos, pior ainda é a ação do governo federal. Em um mercado globalizado, é óbvio que os preços internacionais influenciam por aqui também. Mesmo com nossa safra recorde, teremos impactos nos preços. A consequência imediata neste caso, é o aumento do custo de produção, causado pelo aumento dos insumos, em grande parte importados. Se o governo acha que os produtores estão enchendo o cofrinho, engana-se, pois a próxima safra terá custos muito maiores a serem sustentados por eles. Se os preços se achatarem artificialmente, claro que a área plantada será afetada no próximo ano. Simples matemática: menos grana, menos produção...
sábado, 26 de abril de 2008
Agronegócio
O mercado mundial de arroz é considerado "marginal". Não é considerado uma commodity, como a soja, pois nenhum país - talvez à excessão do Uruguai - produz para o mercado externo. O que ocorre é a comercialização de excedentes. O Brasil não participa deste mercado, de maneira firme. Apenas aparece como um traço nas estatísticas.
E por que o Governo Federal está tão preocupado com a exportação de arroz brasileiro? Por medo de desabastecimento? Claro que não, o abastecimento interno está garantido pela grande produção brasileira! Mas o governo não conta mais com o arroz do exterior para achatar os preços do mercado interno. E estes preços acabam se alinhando com os valores internacionais. Por isso, as ameaças. Ao impedir [ou simplesmente ameaçar] que os produtores alcancem outros mercados, influenciam diretamente no mercado interno.
Mercado, governo e liberdade
Agora, que o mercado mundial está carente de arroz [nada a ver com biocombustíveis ou plantações de eucaliptos] e, obviamente, os uruguaios encontraram mercados bem melhores que o brasileiro, o preço subiu um pouco. Qual a reação do governo? Deixar para o mercado se regular? Claro que não! Quer impedir os produtores de buscar mercados mais atraentes no exterior. Sequer passa pela cabeça coroada de nossos dirigentes, que o governo poderia bancar um subsídio direto ao povo consumidor. Aquele que não compra o tipo 1, mas que precisa comer todos os dias. Ou dar incentivos para que estes produtores não reduzam suas áreas nos próximos anos, sem perspectivas de algum apoio. Aliás, apesar da grita contra o arroz, ele não é o grande vilão da inflação que apareceu no último mês: óleo de soja, milho, feijão, trigo estão bem na frente. Mas quem aparece mais no noticiário, mostrando até mesmo alguma restrição as vendas nos Estados Unidos? Claro, o arroz... ou "arrois" como dizem alguns.
O Pampa continua lindo. E vazio... o PoPa precisou procurar bastante para que algum gadinho figurasse nesta foto tirada ontem, às margens da BR153.O que o PoPa espera, é que este cenário mostre lavouras de eucaliptos nos próximos anos...
É preciso que se tenha consciência que há uma grande fronteira agrícola na Metade Sul do Estado e sua baixa exploração não tem nada a ver com latifúndios ou falta de reforma agrária. Tem a ver, sim, com a falta de perspectivas, a falta de uma infraestrutura adequada, a falta de apoio oficial e a falta de gente! É... esta região apresenta uma baixíssima densidade demográfica, causada exatamente pela falta de opções de sobrevivência. Com a produção de eucaliptos, esta situação começará a mudar e outras atividades econômicas começarão a se desenvolver por aqui.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Reprise
A idéia é criar um imposto com alíquota de 0,20% --ao invés dos 0,38% da CPMF-- cuja arrecadação, estimada em cerca de R$ 20 bilhões anuais, reforce o orçamento da Saúde.
Segundo o autor da proposta, o deputado Henrique Fontana (PT-RS), líder de Lula na Câmara, por ora, não se trata de uma proposta de governo.
"É a posição de um líder da área da Saúde, não do líder do governo", afirmou o deputado, que é médico. "Conversei com outros líderes, que apóiam a iniciativa. Sabem que a Saúde precisa de mais recursos."
O PoPa ficou pasmo com a idéia brilhante deste gaúcho de Porto Alegre: apesar de líder do governo, sua proposta não é uma proposta de governo! Será que o brilhante deputado vai tentar convencer o povo que "desta vez", o imposto vai mesmo para a saúde [lembrem-se sempre de Jatene]? E os recordes arrecadatórios, que não estavam previstos [pelo menos oficialmente], por que não vão para a saúde? Ou ainda, a saúde estaria diferente HOJE se ainda existisse a cpmf? Talvez dissessem que não houve tempo, mas quanto tempo será preciso, já que Lpt está aí há seis anos e a situação da saúde continua igualzinha, talvez pior. Claro, tem quem diga que a saúde brasileira está a um passo da perfeição...
Henrique Fontana, além de médico e administrador, também é escritor: "O outro lado do Real: as marcas de um governo neoliberal no Brasil". O pt, como se sabe, foi o grande ganhador do Plano Real: criticou quando oposição, aproveitou-se dele quando governo.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Teatro armado
Não tem alguma coisa errada por aí? Onde está a justiça deste fato?
O circo está armado! Mas o PoPa acreditava que, pelo menos, eles esperariam Lugo pedir alguma coisa, oficialmente...
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Itaipu, a mancada
Haviam alguns projetos alternativos à construção de Itaipu. Um deles seria a construção de diversas barragens ao longo do rio preservando, inclusive, Sete Quedas de Guaira [os mais novos, provavelmente, sequer sabem o que é isso, mas o PoPa esteve lá].Mas estávamos no auge do "milagre brasileiro" e o governo de então queria o maior lago, a maior barragem, a maior hidroelétrica do mundo. Como queriam a maior estrada e sabe-se mais o quê. O importante era elevar a auto-estima do povo [eram os tempos do "Ame-o ou Deixe-o"], para manter-se mais algum tempo no poder. Lpt aprendeu bastante com eles.
Imagem: Sete Quedas de Guaíra, hoje no fundo do lago de Itaipu