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sábado, 26 de janeiro de 2008

Emergência II

Pois depois das reuniões de "emergência" de Lula do PT, Marina Silva e mais um monte de tecno-burocratas, a notícia que vazou é alarmante. O PoPa leu no Estadão, o que não é novidade para ninguém: "Crédito fácil do governo contribui com o desmatamento na Amazônia". O estudo do Imazon mostra que o governo, com seus créditos facilitados e recursos do FCNE - Fundo Constitucional do Norte Especial, através do BASA - Banco da Amazônia (federal), têm despejado grana sem fim para ampliação da pecuária e da agricultura, claro que desmatando tudo que tem pela frente. E Marina diz que a culpa é do alto preço das commodities! Além disso, mais da metade da grana é para beneficiários do PRONAF, que são pequenos produtores e assentados. O PoPa já tinha comentado sobre isso e sobre o Imazon, no tópico "Um Importante Alerta".

Aliás, o estudo referido pelo Estadão, repete o que o Imazon tem dito, insistentemente: "Na Transamazônica, pequenos produtores em assentamentos rurais - o que permite o acesso ao FNO Especial - desmataram mais que aqueles fora dos assentamentos e sem crédito. Outro estudo mostrou que a taxa de desmatamento em 343 assentamentos na Amazônia foi quatro vezes maior do que fora deles".

Ou seja, não é novidade o desmatamento, sabe-se as origens dele, quem financia e quem promove. Qual será a atitude de Lula do PT sobre isso, além de fazer "reuniões emergenciais"?

domingo, 3 de junho de 2007

Um Importante Alerta!

No site da Câmara Federal, uma notícia inquietante: os assentamentos realizados na Amazônia, seriam os responsáveis por 15% do desmatamento da floresta. Não é uma política que iniciou no atual Governo Federal, mas que continua sendo aplicada pelo Incra.

Segundo a matéria, o Deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) denuncia que "sem orientação adequada e sem assistência técnica, eles fazem queimadas para plantar verduras e legumes ou simplesmente derrubam árvores para extrair madeira". E, segundo técnicos do Imazon - Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, a taxa de desmatamento nos assentamentos foi quatro vezes maior que a taxa média de desmatamento na Amazônia (leia o artigo completo, clicando neste link).

Aliás, nenhuma novidade, já que o Incra parece não ter sensibilidade para escolher áreas para assentamentos, colocando milhares de pessoas, no geral de origem urbana, em locais inadequados à agricultura familiar. E, depois de assentadas, são praticamente largadas à propria sorte, sendo mantidas com cestas básicas e vales-esmola. É assim aqui na Metade Sul, onde existem poucas áreas adequadas à agricultura intensiva e as poucas que existem são produtivas e não podem ser, portanto, desapropriadas. Então, o Incra coloca pessoas inabilitadas em áreas inadequadas. Excelente equação, não é mesmo?