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domingo, 13 de setembro de 2009

El Clarín vs Cristina

Em suas leituras matinais, neste domingo quase ensolarado, o PoPa andou sabendo que a Cristina Argentina diz nada ter a ver com a enorme operação de fiscalização no El Clarín. Então, vejamos: o chefe dos fiscais diz que não sabia da operação. Cristina diz não saber da operação e alega que é manobra para desestabilizar o governo. Portanto, é óbvio que o culpado só pode ser o El Clarín! A insidiosa e malvada imprensa é que teria movimentado 200 fiscais para deixar o governo nesta incrível saia justa.

O chefe de gabinete da Cristina, afirmou ser "uma operação financiada por alguém com a intenção de colocar o governo como se estivesse pressionando" [no Estadão]. Nem da Silva pensaria em uma desculpa como esta! O governo argentino quer fazer que a população acredite que alguém que não seja do escalão superior do governo consigiria montar uma operação de tal envergadura?

Duas opções: Cristina não sabia e é incompetente por ter asseclas assessores que tramem tamanha bobagem ou Cristina sabia e é incompetente por pensar que tal coisa poderia ter um final agradável para ela. Ou é burra ou é burra! Sobrou alguma opção viável? Esta guria precisa de algumas aulas com o pessoal daqui, para aprender como se faz este tipo de serviço.

Dedução do PoPa: Argentina não é Venezuela (ainda).

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Unasul e a vitória de Uribe

Em suas leituras matinais, o PoPa andou lendo no El Clarín, algumas interessanes notas sobre a Unasul e que ainda não tinha lido em outros jornais. A principal delas, fala que toda a reunião foi televisionada, a pedido de Uribe, para que não aparecessem apenas imagens editadas. Com isso, segundo o El Clarín, Uribe teria saído vitorioso pois Chávez não conseguiu fazer seus discursos aloprados, já que estava ao vivo. E, ao final, da Silva disse uma bobagem do tipo que havia sido um erro falar frente as câmaras. Diz o El Clarín: [da Silva] Mostrou-se favorável a diplomacia secreta e seguramente expressou, em voz alta, uma idéia que devia estar atormentando-o durante toda a jornada: O Brasil, país fundador da Unesul, foi incapaz de exercer a liderança regional a serviço da qual foi concebida. Talvez, imaginou, na mesa diplomática [secreta] poderia ter conseguido mais, por exemplo, incluir no comunicado uma convocação a Obama, idéia que, em público, Uribe descartou.

Mas não foi somente isso que o PoPa leu no El Clarín. Uribe conseguiu colocar no texto final da carta que, quando se fala da presença de tropas estrangeiras, não se deve referir apenas as extraregionais. Em outras palavras, pediu que também se inclua as tropas da região.

Não fui eu!!!! Explicações argentinas

O PoPa leu, no El Clarín, que o tal Echegaray - chefe da receita federal deles - declarou que não ordenou a invasão de fiscais nas empresas do grupo. E despediu os dois funcionários responsáveis pelo fato. É difícil imaginar que funcionários comuns fizessem uma operação deste tamanho sem autorização do chefe ou, pelo menos, sem seu conhecimento.

Mas a tal operação funcionou para alguma coisa: El Clarín está nos favoritos das leituras matinais do PoPa e, muito provavelmente, de muita gente mundo afora.

Imagem: a tropa não se reduziu a estes 180 ou 200 que estavam na sede, mas tinham mais 50 em outras empresas do grupo. Genial!!!