terça-feira, 25 de setembro de 2012

Somos mais realistas que o rei?

Em suas leituras matinais, o PoPa ficou sabendo que a tentativa de um deputado estadual em libarar alguns agrotóxicos para venda no Estado tinha pifado. Tudo porque as tais redes sociais fizeram um barulhão e própria RBS andou fazendo uma campanhazinha. Muito bem, se existem produtos que fazem mal à saúde, que sejam proibidos, mesmo!

Mas, é o que acontece, realmente? Vamos ver... o Brasil não é uma federação de verdade, com seus estados legislando separadamente. Proibem a venda de alguns produtos por aqui. Certo. Mas estes produtos são utilizados em outros estados, inclusive aqui do lado, em Santa Catarina. E, claro, o que eles produzem vem para cá... Estamos falando de rações animais, óleos vegetais, legumes, leite e derivados, patês e a conta é grande. Nossa legislação estadual não pode interferir no que eles produzem e não pode proibir que sejam comercializados aqui.

Quem ganha e quem perde em uma situação como esta? Os consumidores brasileiros - gaúchos inclusive - seguem comendo os produtos que nós, gaúchos, entendemos que não podem ser utilizados na produção. Ou seja, não usamos, mas comemos!

Como é bom ser o joãozinho do passo certo!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Eleições em Pelotas

Por provocação do Maia, o PoPa tentou colocar idéia dele sobre o que rola na eleição pelotense.
Em primeiro lugar, os vereadores. Pressentindo que a mamata o importante serviço público oferecido por eles poderia acabar, os atuais edis resolveram aumentar as vagas de 15 para 21. E isso sem consultar ninguém, além dos cupinchas  colegas partidários. Assim, claro, as chances de continuar por lá, mamando trabalhando, são maiores. E o presidente da casa da mãe joana do povo ainda teve a cara de pau de ir para a imprensa e dizer que isso não aumentaria os gastos de manutenção da dita casa!!!! Analisando friamente os atuais candidatos, o PoPa resolveu que não vai votar em nenhum deles. Afinal, o menos ruim, na opinião do PoPa, é ruim demais. E tem aqueles candidatos: a empreguete, a santinha, o fonfon, o banha...

 Mas... e os prefeituráveis? Temos, novamente, o deputado Marroni querendo retornar à prefeitura. Se é para fazer o que fez quando aqui esteve, o problema é sério! Mas e os outros? O PoPa resolveu ler as propostas enviadas à justiça eleitoral (isso tem valor para ser cobrado depois?)

Marroni tem algumas preciosidades no seu projeto de governo. Na parte de meio ambiente, por exemplo, começa assim: A implementação do projeto neoliberal aprofundou os problemas ambientais no planeta. É mesmo? Isso quer dizer que o meio ambiente na China está perfeito, já que lá não existe um projeto "neoliberal"? A neosocialista Venezuela está com todos os seus problemas resolvidos nesta área, ou aumentaram com o socialismo bolivariano? O PoPa lembra de um caso, durante o governo Marroni, onde um condomínio de terrenos foi transformado em loteamento pois um secretário dele afirmava que se tratava de uma ação excludente, um gueto da "classe média". Aliás, recomendo a leitura do documento por eleitores potenciais de Marroni, pois estão colocadas todas as suas idéias ali. Com o uso excessivo das palavras "cidadã" e "transversalidade".

Eduardo Leite parece ser o menos ruim, mas não sabemos o que poderia fazer com um partido fraco na cidade, que é o psdb. Seu programa é muito enxuto, pequeno demais para ser avaliado. É um dos candidatos da base de apoio do Fetter (atual prefeito, que não deixou se criar nenhuma liderança no próprio partido, o pp, que vai ter candidato...)

Catarina Paladini do psb. O PoPa conhece pessoalmente o guri e sabe que tem boa intenção. Resta saber se vai ter gente à altura para tocar uma prefeitura como a de Pelotas. O programa dele é o mais bem elaborado, técnico e sem firulas. Se a leitura fosse motivo de decisão, seria o candidato do PoPa.

Jurandir Silva do psol, é agrônomo como o PoPa. Seu programa de governo faz uma excelente análise da situação atual da economia pelotense. Mas sua solução é aterradora: Nossa proposta é integrar indústria, comércio, serviços e agricultura em uma nova perspectiva, sob controle da população, fomentando a economia solidária, as cooperativas de trabalhadores, os investimentos públicos para geração de emprego e distribuição de renda.

Matteo Chiarelli do Dem, apresentou o programa mais sintético que o PoPa já viu até hoje. Em cinco itens, com não mais de 11 linhas no total, o candidato coloca suas idéias apenas superficialmente, usando os termos "comprometer-se", "aprimorar", "contribuir"... Fala sério! Este candidato também é da base de apoio do Fetter.

Cinco candidatos, no máximo duas opções "menos piores". O PoPa ficaria entre Catarina e Eduardo, mas não está disposto a apostar nisso no primeiro turno. No segundo, dependendo de quem estiver por lá, talvez o PoPa vote, afinal.


domingo, 23 de setembro de 2012

Na base do desespero

texto de opinião do Estadão, no dia de hoje.

Lula sente-se ameaçado. De fato, está. Seu governo corre o risco de receber diploma de improbidade com o julgamento da Ação Penal 470 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). E seu partido pode levar uma surra histórica nas urnas de 7 de outubro - como mostra o último Datafolha. São as razões do desespero que levou o ex-presidente a pedir socorro a alguns dos partidos da base do governo, constrangendo-os a subscrever uma nota dirigida "à sociedade brasileira" na qual se tenta colocar o chefão do PT a salvo das suspeitas a respeito de seu verdadeiro papel no escândalo do mensalão.
Como não pegaria bem atacar diretamente o STF injusto ou o eleitorado ingrato, a nota volta-se contra os partidos da oposição, que tiveram a ousadia de sugerir ampla investigação sobre quem esteve de fato por detrás da trama criminosa do mensalão, conforme informações atribuídas ao publicitário Marcos Valério pela revista Veja.

A propósito dessa suspeita natural que a oposição não teve interesse ou coragem de levantar em 2004, o comportamento do ex-presidente no episódio merece, de fato, algum "refresco de memória". Quando o escândalo estourou, Lula declarou que se sentia traído e que o PT devia pedir desculpas ao País; depois, em entrevista à televisão em Paris, garantiu, cinicamente, que seu partido havia feito apenas o que todos fazem - caixa 2; finalmente, já ungido pelas urnas, em 2006, lançou a tese que até hoje sustenta: tudo não passou de uma "farsa" urdida pelas "elites" para "barrar e reverter o processo de mudanças" por ele iniciado, como afirma a nota.

Por ordem do chefão essa manifestação de desagravo a si próprio foi apresentada pelo presidente do PT, o iracundo Rui Falcão, a um grupo selecionado de aliados. Da chamada base de apoio ficaram de fora o PP de Valdemar Costa Neto e o PTB de Roberto Jefferson, ambos sendo julgados pelo STF. O documento leva a assinatura dos presidentes do PT e de cinco outras legendas: PSB, PMDB, PC do B, PDT e PRB. Seus termos obedecem ao mais rigoroso figurino da hipocrisia política. Iniciam por repudiar a nota em que PSDB, DEM e PPS, "forças conservadoras", "tentaram comprometer a honra e a dignidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva". E a classificam como "fruto do desespero diante das derrotas seguidamente infligidas a eles pelo eleitorado brasileiro".

Para PT e aliados, numa velada referência ao processo do mensalão, as oposições "tentam fazer política à margem do processo eleitoral, base e fundamento da democracia representativa, que não hesitam em golpear sempre que seus interesses são contrariados". Nenhuma referência, é claro, ao fato de que, no momento, os interesses que estão sendo contrariados são exatamente os de Lula e do PT. Mas, em matéria de fazer o jogo de espelho, acusando os adversários exatamente daquilo que ele próprio faz, o lulopetismo superou-se em alusão explícita ao julgamento do mensalão: "Os partidos da oposição tentam apenas confundir a opinião pública. Quando pressionam o STF, estão preocupados em fazer da Ação Penal 470 um julgamento político, para golpear a democracia e reverter as conquistas que marcaram a gestão do presidente Lula".

Nos últimos dias, os sintomas de desespero nas hostes lulopetistas traduziram-se em despautérios de importantes personalidades do partido. O presidente da Câmara dos Deputados acusou o ministro Joaquim Barbosa de ser falacioso ao denunciar a compra de apoio parlamentar pela quadrilha que, segundo a denúncia da Ação Penal 470, era chefiada por José Dirceu. O senador Jorge Viana (PT-AC), ex-governador do Acre, ele próprio investigado pela suspeita de compra de votos, voltou ao tema do "golpe contra o PT". E o deputado federal André Vargas (PT-PR), chefe da equipe nacional de Comunicação do partido, revelou sua peculiar concepção de transparência da vida pública ao condenar a transmissão ao vivo das sessões plenárias do STF como "uma ameaça à democracia". São esses os combatentes da "batalha do tamanho do Brasil" convocada pelo desespero de Lula&Cia. Convocação atendida também pelo cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, em esfuziante entrevista no jornal Valor de sexta-feira.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O Custo da Pena - Osmar Terra*

Defensores da legalização do uso das drogas alegam que muitos presos como traficantes são, na verdade, pequenos traficantes que vendem drogas para manter o próprio consumo. São vítimas mais que vilões. Argumentam que, ao irem presos, cumprem penas em prisões superlotadas e inadequadas e se transformam em delinquentes perigosos. Acrescentam um refrão: o custo de um pequeno traficante na prisão é alto, e seria mais producente e efetivo ser tratado como consumidor, antes de traficante, sem a pena de prisão. Ora, esses argumentos são superficiais e ignoram questões cruciais do enfrentamento às drogas:

1) a epidemia das drogas, em particular a do crack, obedece a mesma lógica da epidemia viral. Quanto mais vírus circulando no ambiente, mais gente ficará doente. Na das drogas, quanto mais gente traficando, mais droga circulando, mais doentes crônicos da dependência química.

2) o tráfico de drogas, como o crack, é feito basicamente por pequenos traficantes, dependentes ou não de drogas. São eles que traficam mais de 90% do crack no Brasil.

3) drogas como o crack causam dependência química quase instantânea em seus usuários. Com extraordinária rapidez, viram doentes crônicos, sem cura, para o resto de suas vidas. Basta experimentar duas ou três vezes, e o dano se instala.

4) a atuação do pequeno traficante atrai e abastece ao redor de 30 a 50 usuários de crack, que, se não houvesse essa oferta, provavelmente não ficariam dependentes.

5) um pequeno traficante preso custará aos cofres públicos cerca de R$ 100 mil em cinco anos e não vitimará ninguém fora da prisão.

6) solto, levará, nos mesmos cinco anos, mais de 200 jovens à dependência química definitiva, cujo tratamento custará, no total, perto de R$ 8 milhões, só nos primeiros cinco anos. Sem falar nas recaídas.

Estou me referindo exclusivamente a tratamento pelo SUS, pago pelo contribuinte. Infelizmente, a lógica é de que até para o bolso do contribuinte e para a saúde pública é muito melhor o traficante, grande ou pequeno, usuário ou não de drogas, ficar fora de circulação, e com isso evitar que mais e mais jovens brasileiros adoeçam para lhes dar ganho econômico. A conta é simples: um pequeno traficante preso custa 80 vezes menos para os cofres públicos que solto. Sem falar da destruição da saúde dos dependentes, de suas famílias e das vidas que a sua liberdade causa.

Quanto às condições das prisões, é outro assunto que deve ser resolvido com urgência pelo governo, também. Mas não podemos justificar um erro com outro. Não podemos fazer o discurso conformista para com uma política errada (de não investir em presídios) para justificar outra, que é a de manter livres os multiplicadores da epidemia das drogas.

* Deputado Federal e ex-secretário da Saúde do Rio Grande do Sul.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Pelotas 200 anos. Pobre Princesa!

Pois muitos tentam explicar as dificuldades encontradas por Pelotas e região nas últimas décadas. De uma cidade que era exemplo para todo o Estado e até para o País, Pelotas desandou em todas os aspectos. Passou de uma das mais importantes cidades em termos econômicos, para a 17ª posição em arrecadação de tributos estaduais, o que representa sua incapacidade de gerar riquezas.

Uma cidade onde a comunidade uniu-se para fazer uma biblioteca, onde famílias doavam patrimônios expressivos para fazer escolas, igrejas e clubes. Uma cidade com uma arquitetura bela e característica. Uma cidade onde a riqueza era, de certa maneira, redistribuída pelos mais ricos.

Hoje vemos uma cidade onde os comerciantes do centro não tem capacidade sequer de varrer a frente de suas lojas, que dirá fazer alguma melhoria no seu entorno. E temos camelôs invadindo espaços nobres, trailers fixados em pontos estratégicos, lançando esgoto cloacal nas linhas pluviais. 

Hoje vemos uma cidade onde os moradores deixam crescer capim na frente de suas casas, esperando que a prefeitura passe por lá com uma equipe para retirá-lo. O PoPa lembra-se da sua mãe varrendo a frente da casa diariamente, o mesmo sendo feito pelos vizinhos.

Hoje vemos uma cidade sem árvores, onde o poder público ainda retira as poucas que existem, sem uma explicação razoável. É o caso das árvores da Fernando Osório, do plátano ao lado do Guarani e tantas outras.

Hoje vemos uma cidade que chega aos 200 anos suja, feia e com uma pálida idéia do que foi no passado. Pior, vemos que a expressão máxima das comemorações deste bicentenário, foi a travessia do Arroio Pelotas por uma "pelota". Seria interessante, não fosse o fato de que a tal "pelota" foi fabricada em Gramado! Hoje temos uma cidade repleta de cursos universitários e técnicos, que não tem a capacidade de fazer um barquinho com pedaços de pau e couro mal curtido!

Pelotas está em crise! Muito mais que crise econômica, temos uma crise de caráter, uma crise de criatividade, uma crise de fundamentos cívicos, urbanos, políticos e tudo mais que queiram. Olhando a listagem dos candidatos a prefeito, o PoPa não vê um futuro muito diferente para os próximos anos. A listagem dos vereadores não é muito convidativa, também...

domingo, 1 de julho de 2012

Paraguaios, aproveitem que os falsos amigos puxaram teu tapete.

Pois o PoPa parou de se preocupar com a situação política brasileira. Diz um antigo ditado que o que não tem conserto, consertado está. Logo, como não é possível apear do poder estes que aí estão, sempre com altos índices de popularidade, a questão é cuidar da própria vida, torcer para que as coisas não fiquem como parecem que irão ficar no futuro para que as próximas gerações tenham um pouco de dignidade de vida. Ou, em outras palavras, que as próximas gerações tenham estudo decente, saúde responsável, segurança para ir e vir e que possam discordar do que não gostam, eventualmente.

Esta semana tivemos um exemplo interessante de como as coisas podem modificar-se. O Paraguai tirou seu presidente do cargo e foi execrado pelos seus vizinhos. Da Venezuela, de onde vinha parte de seu petróleo, da Argentina, de onde vinha trigo e outros produtos e do Brasil, que detém parceria com a Itaipu e até com um porto de mar.

Pois esta é uma oportunidade única para o Paraguai, sempre tão distante do desenvolvimento de seus próprios vizinhos, já não tão adequado. E como isso se daria? Com a retirada de apoios paternalistas, o Paraguai pode iniciar seu próprio desenvolvimento com uma vantagem que nenhum dos outros países daqui possuem: energia praticamente de graça! Atrair empresas estrangeiras para uso desta energia deveria ser o primeiro passo. Quem sabe, dar a distribuição em troca de cobranças por alguns anos e promover o desenvolvimento industrial deste pequeno país. Com sua pequena área física e a facilidade de tomar decisões imediatas, o crescimento poderá ser astronômico e transformar o país em uma pequena ilha de felicidade no meio de tantos problemas.

O PoPa acredita que os bolivarianos estão fazendo um favor ao povo paraguaio. Resta aos dirigentes atuais fazerem o que é certo.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

CLIC para acender… nunca para apagar


O PoPa repassa o texto que convoca a um evento tecnológico em Havana. Segundo os organizadores, não será debatida a forma de governo da ilha sequestrada - até porque não teriam como fazer isto, às barbas do regime totalitário de Raul Castro. Mas é um começo. A tecnologia será a responsável pela libertação do povo cubano, sem dúvida. Ao conseguir levar às pessoas a informação correta, a tecnologia colocará o regime sob pressão. Democracia por lá ainda vai demorar, mas eles terão que aliviar o pé pesado do comunismo e dar mais liberdade ao povo.

CLIC para acender… nunca para apagar

 do blog da Yoni Sanchez - Generacion Y

Quinta-feira passada foi feita a convocação para um evento sobre novas tecnologias e redes sociais que acontecerá em Havana de 21 a 23 de junho deste ano. Sob o nome de Festival Clic queremos nos reunir para falar de novas tendências na web 2.0 e também para abordar os desafios que temos pela frente quanto ao uso destas ferramentas de difusão e comunicação. Interessa-nos especialmente a futura projeção de Cuba como um país inserido na modernidade tecnológica e também tentar responder a interrogação do que fazer para se acelerar o momento em que cada cidadão deste país acessará o ciberespaço plenamente.
O evento é apoiado por várias organizações, grupos e pessoas da sociedade civil, porém não é comprometido com os interesses particulares de nenhum deles. Não tem caráter ideológico nem político, senão tecnológico. Não está planejado como uma tribuna para queixas do que nos ocorre mas sim como um espaço propositivo o amanhã. O que não impede que levantemos nossa voz contra a dura realidade de sermos a nação com menor conectividade a web deste hemisfério. Não incorreremos em nenhum tipo de segregação política nem utilizaremos nenhuma peneira ideológica para selecionar os participantes, muito menos cairemos nas exclusões que outros encontros anteriores de blogueiros e twiteiros cubanos sofreram. O Festival Clic não terá uma declaração final insultando ou desqualificando ninguém e menos ainda proporemos a Web como um campo de batalha contra nenhum outro grupo, evento ou tendência. Como na mesa do poeta Walt Whitman neste evento há espaço para todos, sem exceção. Nos próximos dias serão feitos os convites via e-mail e pessoalmente, mesmo que todos os que tenham lido este texto já possam se sentir convidados.
Os principais apoios com que contamos são a energia, o talento e a operosidade de muitas pessoas. Os recursos que serão empregados durante esses três dias provêm dos próprios organizadores e dos participantes. De modo que NENHUM partido, governo ou instituição financiou o evento, participou da realização do seu programa nem influiu na idéia inicial de fazê-lo ou não fazê-lo. Mas sim, temos recebido palavras de alento e o apoio emocional de centenas de internautas, cidadãos comuns, tradutores voluntários e demais amigos. Também há que se ressaltar a solidariedade e a difusão brindada pelo Evento Blog  España (EBE) que nos tem dado ajuda com a criação da página web e nos tem inspirado com seu exemplo de pluralidade e debate.
Temos pela frente um par de semanas decisivas para a qualidade do Festival CLIC. Por isso queria pedir a todos os leitores em nome dos vários organizadores que nos ajudem com quanta idéia lhes ocorra. Vossas colaborações podem ir desde enviar uma comunicação aos participantes ou incluí-la nos debates, até nos ajudar a difundir o evento. Um post num blog, um curto tweet com a etiqueta #festivalclic ou uma simples mensagem de alento e lhes ficaremos sumamente agradecidos. Cativar-nos-ia levar o conhecimento do que acontecerá nesses três dias a todo cidadão que esteja interessado no tema. Se por estes dias algum turista estrangeiro que esteja de visita a Ilha quiser participar conosco, também estarão abertas as portas do Festival Clic para o mesmo. Essa visibilidade e transparência serão a melhor proteção com que poderemos contar.
Pressinto que a tecnologia e o conhecimento sairão ganhando!
Festival CLIC de 21 a 23 de junho
Calle 1ra #4606 entre 46 e 60, Playa
Cidade de Havana
@FestivalCLIC
#FestivalCLIC
“Acesse o programa do evento aqui“

sábado, 2 de junho de 2012

Parabens, Reinaldo Azevedo - Seis anos de blog na Veja!

Quando um blog chega aos seis anos com um conteúdo que já rendeu dois livros e está no prelo com um terceiro, temos que dar o devido crédito. É um blog com leitores.

Se este mesmo blog acumula milhares de leitores diariamente (entre 100 e 150 mil, chegando a picos de mais de 200.000) não dá para dizer que é um blog parcial e tendencioso. Leitores podem suportar pequenos deslizes mas não o tempo todo e o abandonariam, certamente, não fosse cioso da verdade e muito bem escrito. É preciso que se tenha em mente, no entanto, que jornalistas de opinião são... jornalista de opinião! Eles precisam apresentar aos seus leitores, sua posição social e política. E até religiosa. E isso não é ser tendencioso, é ter opinião, defendê-la, e não desviar dependendo dos ventos sociais e políticos.

Se este mesmo blog acumula milhões de comentários podemos afirmar que ele é um polemista mas que também desperta, em seus leitores, o desejo de reafirmar o que foi dito ou de contestar, dentro de parâmetros civilizados, o que lá está  registrado.

Se um jornalista (detesto o termo blogueiro) escreve textos quilométricos em um espaço da internet e, mesmo assim, consegue leitores, é um espanto que deveria fazer parte de algum tema acadêmico. O PoPa gosta, particularmente, de saborear as preciosidades linguísticas do escriba. Muitas vezes, relê o mesmo texto para perceber a minúcia, o detalhe, a perfeição do português, tão espancado por tantos jornalistas nestes dias complicados.

Quando um presidente orgulha-se de não ter estudado e declara não ler livro algum, a pátria culta perde um pouco de seu conteúdo. Quando políticos de várias origens não se importam em falar errado, podemos atribuir ao despreparo de sua formação escolar. No entanto, quando jornalistas não têm apreço ao falar corretamente, quando não prestam atenção aos que vai ser lido e absorvido pelos seus leitores, então temos um problema muito sério. Se é para ter controle da mídia, que se faça um controle linguístico, proibindo-se textos mal escritos. Que tal um controle como os que eram feitos nos jornais de antigamente, com severos códigos de ética e com revisores rígidos que não deixavam passar bobagens, ilegalidades e erros grosseiros?

O PoPa não tem esta obrigação de escrever bem e correto. Com pouco mais de dez leitores em cada um dos seus textos, a responsabilidade é bem menor! Mas, mesmo assim, tem o cuidado de não espancar a língua madre!

domingo, 27 de maio de 2012

Reunião de lobos, degola de galinha.

Este final de semana, o PoPa tentou acompanhar as novidades que apareceram na revista Veja e em outros jornais e revistas. O assunto principal, como não poderia deixar de ser, foi a declaração do ministro do Supremo, Gilmar Mendes, de que teria sofrido uma coerção do ex-presidente Lula para trancar o julgamento do "mensalão". A única testemunha da conversa, Nelson Jobim, nega que ela tenha existido nos termos declarados pelo ministro.

Então, ficamos assim: Gilmar Mendes, ministro do STF, declarou que foi levado a crer que Lula teria informações que poderiam complicá-lo na CPI do Cachoeira e que ele, Lula, teria como blindá-lo "tenho controle da CPI", teria dito Lula a Gilmar. "E a viagem à Berlim?" teria perguntado Lula, em referência a boatos que correm dizendo que Gilmar teria ido por conta de Cavendish juntamente com Demóstenes. Gilmar afirma que pagou a viagem do seu (dele) bolso e que vai seguidamente visitar a filha que mora lá.

Em quem acreditar, portanto? Lula ainda não se manifestou sobre o episódio, mas Jobim meio que tirou o corpo fora, dizendo que não ouviu nada disso. Uma coisa todos podemos ter certeza. Lula sabia que Gilmar estaria lá e Gilmar sabia que Lula iria aparecer. Jobim tinha acertado a visita de Lula com uns três dias de antecedência (informação do próprio Jobim) e não permitiria que lá estivesse alguém sem que Lula soubesse. Logo, foi um encontro planejado.

E teria havido tal conversa? Bom, aí vai depender da qualidade de cada um dos participantes da reunião. Dizer que Lula seria capaz disso é chover no molhado. Ele já fez coisa pior. Mas é preciso lembrar que devia haver algum tipo de sinal que haveria este tipo de situação na reunião. Gilmar estava lá por sua própria vontade e sabia que Lula estaria ali também. Teria provocado a situação para depois poder "vazá-la"? Neste caso, é bem provável que ele tenha gravado a tal conversa.

Nesta história, caros e parcos leitores do PoPa, não temos inocentes e cândidos participantes. São lobos, todos eles, sem pele de cordeiro alguma para enganar uns aos outros. Galinhas somos todos nós, que acreditamos que ainda exista ética neste meio político.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Comissão da Verdade é 'moeda falsa', diz general


Aos 91 anos, Leônidas Pires, ex-ministro do governo Sarney, mostra indignação e diz que Exército está sendo 'sumariamente julgado'

 TÂNIA MONTEIRO / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

Ex-ministro do Exército do governo José Sarney, o general da reserva Leônidas Pires Gonçalves atacou a presidente Dilma Rousseff e a Comissão da Verdade instalada na quarta-feira, em solenidade no Palácio do Planalto, classificando-a de "uma moeda falsa, que só tem um lado" e de "completamente extemporânea". Ao Estadão, Leônidas disse que a presidente Dilma deveria ter "a modéstia" de deixar de olhar o passado e olhar para frente, "para o futuro do País".
Recolhido em sua residência, Leônidas, que está com 91 anos, evita fazer declarações à imprensa, mas fez questão de falar sobre a instalação da Comissão da Verdade por considerar que os militares estão "sendo injustiçados" e não vê quem os defenda no governo. Segundo ele, quando Nelson Jobim era ministro da Defesa havia um interlocutor. "Ele se colocava", disse. "Mas o seu sucessor, Celso Amorim, que deveria se manifestar está ligado ao problema."
O general se diz indignado com o que define como "injustiça que está sendo feita com o Exército". Para ele, a Força está sendo "sumariamente julgada e punida". Mas Leônidas defendeu a liberdade de expressão. "Que se respeite a minha opinião. Aqui é uma democracia. A palavra é livre e isso foi graças à nossa intervenção", reagiu.
Para ele, "embora o discurso seja de que não haverá punição com esta Comissão da Verdade, já estão promovendo a maior punição ao Exército, que está tendo o seu conceito abalado injustamente".
O ex-ministro do Exército acha que os comandantes militares deveriam falar em defesa da categoria e espera que eles, pelo menos, estejam levando a insatisfação dos oficiais aos demais integrantes do governo em relação à Comissão da Verdade.
Leônidas declarou ainda que os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica "têm de orientar como os militares que forem chamados à comissão devem se comportar".
Convite. O general da reserva não acredita que será convidado a depor na comissão. "Não há razão para eu ser convidado", declarou ele, citando que no tempo em que o DOI-Codi do Rio de Janeiro esteve vinculado a ele, entre abril de 74 e fevereiro de 77, "nunca apareceu nada nem ninguém que tivesse alegado ter sido torturado". E emendou: "Eu já desafiei que alguém se apresentasse na TV e nunca apareceu nada".
Nas declarações feitas ao Estado, o ex-ministro - que foi um dos avalistas da posse do presidente Sarney, quando Tancredo Neves morreu, garantindo a transição de um governo militar para o civil - diz que a presidente Dilma Rousseff tem que "esquecer o passado, olhar para a frente" e se preocupar com o futuro do País.
O general Leônidas Pires rechaçou a possibilidade de a Lei de Anistia ser revogada, como um segundo passo, depois de a comissão da Verdade fazer seu trabalho, por conta de pressão das esquerdas. "Isso não tem cabimento. A não ser que exista vontade expressa do revanchismo."
Para ele, "é impossível mexer na Lei da Anistia, que foi fruto de um acordo no passado e que já foi chancelada pelo Supremo". E emendou: "Se quiserem fazer pressão no Supremo, o poder moderador tem de entrar em atuação no País".

acessado em 18/05/2012: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,comissao-da-verdade-e-moeda-falsa-diz-general-,874561,0.htm