quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Outra vez com sentimento - ARNALDO JABOR - O Estado de S.Paulo

O PoPa não gosta do corta e cola, mas esta crônica do Jabor está muito boa! Publicada no Estado de São Paulo, ontem: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101012/not_imp623587,0.php

Outra vez com sentimento


"Muito bonito, hein, madame? A senhora me apronta uma dessas, justamente depois de tudo que eu fiz? Pusemos uma equipe de técnicos em make-over, em embelezamento, a bicha te fez um penteado de galo imperial, gastamos um granão em botox, em treinamentos de sorrisos, em ritmo de falas e a senhora me apronta uma dessas, sem ao menos me avisar de que havia o perigo na área daquela caricatura de burocrata que a senhora me empurrou na Casa Civil? A senhora não sabia que aquela família estava aparelhada lá dentro, filhinhos, genrinhos, etc.? Aí, vem aquela lambisgoia do Acre, com sua carinha de índia aculturada, e me ganha a parada, logo depois de eu ter berrado na televisão contra os ratos da imprensa, essa cambada de mentirosos que teimam em mostrar verdades num mundo como o de hoje, dominado pelas versões? E vem aquela candanga seringueira f*&der tudo, dando chance a uma nova eleição? É justo isso comigo? Eu que sou uma vitória do proletariado, eu que tenho devotos, eu que sou quase um círio de Nazaré? E os meus 80 % de Ibope, é merda, isso? Não vale nada? E a senhora levanta para ela cortar com aquele papo na TV dizendo há uns meses que é a favor do aborto? Você está pensando que fala com quem? Com aqueles babacas intelectuais que te acham uma "revolucionária"? Não. A senhora tem de falar como eu, para idiotas, para gente que acha que dossiê é um doce, para gente que me obedece, e você abre para os padres te esculacharem porque você é a favor do aborto? Tá tudo no YouTube, não adianta desmentir não, que é pior. Lembra quando aquela minha ex-mulher disse que eu tinha tentado obrigar ela a abortar? Perdi tudo, e aí tu me dá uma dessas? Eu só te escolhi porque a senhora é mulher e era obediente, "tarefeira", tipo: "Vai pichar parede!..." Você ia. "Vai panfletar!" Obedecia... Eu devia estar no Irã beijando o aiatolá, se não a senhora não falava aquilo!


Outra coisa: como vocês, comunistas, são incompetentes!... Oito anos e o PAC está essa bosta, com apenas 15 % feito? Sou obrigado a inaugurar placas e aeroportos duas vezes?


Olhe-se no espelho... a senhora pensa que algum jovem vai achar que a senhora é leve e solta, descolada, legal? Tem que sorrir, juvenilmente, como eu... Vamos lá, sorria! Não é assim, não. Olha aqui; eu sou um grande ator e alquimista, ah, ah, pois eu transformo merda em ouro... A senhora não tem minhas covinhas, meu riso franco e puro... Tem de melhorar muito; a senhora tem de ficar mais "riponga", mais moderna... Muda essas roupas caretas; por que não compra aquelas batas que a Mercedes Sosa usava? Batas indianas, de batik... E quando falar para os jovens, use umas palavras mais "da hora", pode fazer uns trejeitos meio punks e falar moderninho assim: "Aí, galera jovem, vamos fazer um governo "irado", na boa, f*&..dão!" Se a senhora pudesse emagrecer... Mas, não dá mais tempo...E não ponha mais botox! Veja o que aconteceu com minha mulher...


Chama aquele babaca do seu marqueteiro pra te treinar direito... e não diz que adora música brega não - só no sertão, no Nordeste... Diga aos jovens - como é o nome? - ah... diga: "Nos anos 90, eu adorava o Clash!" Isso.


Outra coisa: não faça carinhas de cristã, entre evangélicos e católicos. Não dá uma de Madre Tereza de Calcutá que nego saca que é chinfra... Todo mundo sabe que você acha a religião "o ópio do povo", não é isso que o teu mestre falou?... E mais: se o adversário diz que vai aumentar o mínimo para R$ 600, diz que joga para mil, porra! Pode dizer que depois se vê...


Aprenda o meu truque, sua canastrona; a senhora tem de fazer uma carinha de "vítima", como eu faço, não importa por quê. O povão adora que a gente reclame "daszelites", como o Jânio fazia - "vítima" de algo... Até o Hitler fingia que era vítima do mundo todo...


Por sua causa e desses marqueteiros de araque, eu vou ter de ficar de molho uns dias, feito um tatu no Alvorada, até esquecerem o que eu disse... Aprende comigo, porra! Povão gosta de sinceridade, mesmo falsa. Mas tem de fazer direito, se não, percebem... Eles pensam que eu é que fiz o Plano Real, que eu mandei a economia mundial vir para cá, eles pensam que você é minha mulher. Deixa pensar... pode dizer que é minha mulher mesmo - (a outra até ficou com ciúme...)


E agora? Como é que a senhora ainda me deixa aparecer outra "erenicezinha", como? Quem é essa moça que você chama de "tupamara" que era sua amiga, que você contratou e que logo, logo entregou R$ 14 milhões para uma firma sem licitação? Já está aí nas revistas desses canalhas da imprensa que teimam em mostrar roubalheiras... Será que vou ter de sumir de novo, para não me confundirem com vocês? Será possível que vocês "aloprados" não podem ficar quietos nunca? Porra!


- Mas, presidente, o senhor também pisou na bola berrando demais contra a imprensa...


- Cale-se! Não fala assim comigo! Eu não erro... Eu estava me esgoelando na TV para tapar as cag**das que vocês fizeram!


Ai, que saudades da rainha Elizabeth... Beijei a mão dela, lembro do cheiro da mão... Eu até segredei para minha mulher: "Viu só, mãezinha? Êta nós aqui, hein?" Os europeus todos me puxando o saco, mas até isso acabou, porque fui obedecer vocês comunas burros e acabei beijando aquela bicha do Irã... Agora, não sou mais o cara do Obama, que nem quer ver a minha cara... Pode?


Eu estava curtindo tanto o poder. Chegava a dormir abraçado comigo mesmo, sonhando e beijando-me a mim mesmo: "Eu me amo, eu me amo..."


Agora, só tenho pesadelos - sonho que estou de volta ao ABC, num torno mecânico... Vocês cortaram minha onda!...


- Mas, e eu, presidente, eu, quem sou eu?


- Você?


- Sim, por favor; diga: quem sou eu?


- Você de antes ou de agora?


- Agora, presidente!


- Bem, você era uma soviética como esses aí... Agora, tem de começar sendo atriz...


Vamos lá... De novo: sorria mais descoladamente... Não. De novo... Mais uma vez, com sentimento, diz: "Nunca antes no Brasil..." Repete."

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Debate na Band

Normalmente, não gosto de debates. Mas este, só com os dois, esteve interessante, com um pouco mais de ousadia de parte a parte. Claro que a tendência de quem quer ver o pt derrotado, é achar que a guria foi muito mal no debate. Não foi tanto. Apesar da gagueira circunstancial, do uso exagerado do "tergiversar" e da inapropriada colocação da esposa do Serra no debate, ela se saiu melhor do que o PoPa pensava. Foi bem treinada para determinadas situações e criou-as quando elas não apareceram.

Por outro lado, Serra poderia ter ido melhor. Não teve a desenvoltura dos outros debates, não se mostrou tão firme como deveria e parece que a agressão da guria deixou-o um pouco assustado. Talvez tenha assustado uma boa parte do eleitorado, também, já que aquela é a verdadeira cara da candidata. Quando acuada, parte para o ataque cegamente. É o que fará na presidência, se lá chegar. É o que fará com Lula, se ele se arriscar a querer mandar. Esperar para ver! Esperar que não vejamos!

De qualquer maneira, Serra saiu-se melhor no debate. Não gaguejou, não "tergiversou", não usou de baixarias e não usou exageradamente do ponto mais crítico, que é a mentira constante da candidata sobre a questão do aborto. Passou rapidamente sobre o assunto e ela, sabe-se lá porque, voltou nele algumas vezes. Quem a preparou, pensou que Serra iria bater mais no assunto.

Nos próximos debates, seria interessante um monitor cardíaco nos candidatos! Ver a pressão e os batimentos subirem seria ótimo!

sábado, 9 de outubro de 2010

O uso e o abuso de um professor

Este email chegou a uma amiga do PoPa, por ter seu email registrado na universidade federal de Pelotas. Este professor utilizou de um banco de dados de uma universidade, para fazer propaganda eleitoral. É ilegal? O PoPa acha que é, mas é mais que isso! É imoral! Além disso, ele reclama que sua caixa postal estava cheia de emails com "boataria internética" e resolveu contribuir, enchendo a caixa postal dos funcionários, alunos e professores de sua universidade com propaganda político-partidária. Ele poderia chamar os colegas e amigos para uma reflexão, não para a imposição de uma posição ideológica...

Não vou comentar o conteúdo. Os parcos e fiéis leitores do PoPa não precisam disso.


Boa noite amig@s e colegas,


Peço licença. Procurarei ser breve, mas queria pedir seu voto. Escrevo para pessoas que me conhecem, que conhecem meu trabalho, conhecem a dedicação que doo as coisas que faço. O meu pedido é eivado de compromisso e preocupação com o bem de nosso país.


Todos nós possuímos amigos e parentes que votam nos mais variados candidatos, nem por isso deixam ser merecedores de nossa amizade, carinho e respeito. Portanto, é plenamente possível externarmos nossas convicções sobre o que entendemos ser melhor para o Brasil, neste 3 de outubro, com respeito mútuo e sem agressão.


Partindo desta premissa, tomo a liberdade de escrever para você, pedindo o seu voto para Dilma Rousseff.


Apesar de certo desconforto em me dirigir a tantos colegas e amig@s, invadindo seu correio eletrônico, para pedir apoio político a uma candidatura, minha consciência cobra de mim este ato.


Em razão dos dados revelados pelas pesquisas eleitorais apontarem solidamente para um desfecho da eleição presidencial já no primeiro turno, nos últimos 10 dias acionaram-se neste país mecanismos os mais sórdidos para corroer pela base o apoio eleitoral dado massiçamente (sic) pela população brasileira a Dilma Rousseff. Infelizmente, este mecanismo sórdido está minando a dinâmica democrática desta eleição, em seus últimos dias, fazendo com que uma usina de famigerados boatos interfira no processo de escolha eleitoral.


A minha caixa de entrada de e-mails, assim como de milhões de brasileiros, tem sido invadida, nos últimos dias, por mensagens de baixíssimo calão, que visam a inocular na campanha de Dilma o corrosivo vírus da boataria. Acusações as mais absurdas são lançadas contra ela, com o objetivo de atingir eleitores populares, seguidores de credos religiosos e mesmo setores intelctualizados e médios. Para além de acusações sérias que merecem apuração, apela-se ao obscurantismo e ao preconceito.


Isto nos faz pensar o que está em jogo. Bem , se o país não quebrou com o PT no governo, se o empresariado nacional e estrangeiro não fugiu do país com este governo, o que está em jogo? Resposta difícil, mas diria que está em jogo o preconceito, enraizado no passado colonial e escravocrata, contra o brasileiro comum, contra o que é popular, em prol de uma sociedade elitista. Está em jogo não promover a distribuição de renda, de cultura, de educação, de oportunidades.


Sinceramente, respeito plenamente – apesar de não concordar - aquele que opte pelo candidato demotucano, por imaginar que tenha mais capacidade gerencial, ou aquele que opte pela candidata verde, por imaginar que teria mais competência que a continuidade do governo atual para o tema ambiental, e respeito vivamente aqueles que por motivos ideológicos optam pelas candidaturas do PSOL e outros partidos mais à esquerda. Nada me permite pensar que Serra, Marina, Plínio e outros não sejam candidatos sérios, representativos de setores do pensamento nacional e merecedores de respeito. O que se percebe, contudo, é que a reciprocidade não é exercitada, e Dilma é achincalhada por meio de uma famigerada boataria “internética”.


O que não pode ser admitido, porém, é que se aceite o jogo sujo que tem sido feito, nas últimas semanas, contra a candidata Dilma. Qualquer cidadão – e candidato honesto – sério precisa manifestar inconformidade contra a boataria que circula pela internet, sem dar a mínima chance à resposta e ao esclarecimento. Não podemos aceitar que a religiosidade, a sexualidade ou a biografia dos candidatos sejam manipuladas às vésperas do pleito com a meta de semear inverdades visando a alterar a vontade popular.


Bem, mas mais que isto, o que está em jogo ao apoiarmos Dilma para presidente é a convicção de assegurar a continuidade do projeto político que tem permitido colocar o Brasil no rumo de um sobejo crescimento econômico, combinado a um desenvolvimento social que começa a arrancar milhões de família da pobreza e miséria. Trata-se, portanto, mais de tudo, de optar por um projeto político para nosso país, trata-se de garantir que o país não perca a oportunidade que está dada.  Cresci ouvindo falar que o Brasil era o país do futuro. E o futuro agora está aí.


Sou intensamente crítico com vários aspectos do governo atual, entendo que muita coisa precisa ser melhorada. O governo precisa aprimorar seus mecanismos de melhoria da saúde pública, da educação básica e da segurança. Mas isto é um longo caminho, e as condições estão dadas.


Corremos sério risco de perdermos a credibilidade internacional que construímos nos últimos anos no governo Lula, corremos o risco de retroagirmos naquilo em que conseguimos avançar.


Por favor, amigo e colega, leve em consideração meu pedido. Ajude a garantir a vitória de Dilma no primeiro turno.


Muito obrigado pela atenção.




Fábio Vergara Cerqueira


Pelotas, 02 de outubro de 2010

Bem, parece que não adiantou o apelo do professor... talvez ele faça uma nova tentativa para o segundo turno. O PoPa estará aqui, mostrando o que pensa este nobre professor e o que ele ensina para seus alunos.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Aborto e adoção

O PoPa é ateu. A sua posição, em relação ao aborto, é pela defesa da vida justamente por acreditar que ela é única e que não existe nada além dela. Um católico deveria ser até mais flexível, já que acredita em vida após a morte...

Mas o ponto é que existem milhares de abortos clandestinos no Brasil, anualmente. Milhares de pessoas envolvidas no que é um crime previsto na lei. Certo? Errado! Quantas pessoas são presas, anualmente, pela prática de aborto? Onde estão os milhares de criminosos? Na cadeia? Sendo processados? A sociedade é hipócrita pois criminaliza algo que não é punido de acordo com a própria lei.

O PoPa tem uma solução muito mais adequada. Se a mulher não quer a criança, que seja amparada pelo sistema público e por casais que queiram ter filhos e não podem. Sem contato direto, para não criar problemas posteriores, casais que querem ter filhos podem apoiar - sustentar - uma grávida que não quer o filho. E o sistema público faz a intermediação para adoção imediatamente ao nascimento. Com a possibilidade de escolher pais (ou a mãe) de características físicas similares a do próprio casal (casais negros poderiam escolher crianças negras; japoneses, crianças japonesas...). Crianças que não nasceriam, para casais que querem filhos! Simples! Afinal, por que casais que querem adotar precisam ficar anos em filas de espera?

Quase o PoPa esqueceu o ponto principal! É a idade... Dilma parece ter uma idéia definida sobre o aborto. É favorável a descriminação. Pelos motivos óbvios, e até mesmo lógicos, de defesa da mulher. É uma posição que o PoPa respeita, pois entende o problema que existe e busca uma solução, mesmo que não a mais adequada. O que o PoPa não respeita, é a troca de opinião, para consumo público, apenas porque isso parece estar tirando votos da candidata. Na real, o que está tirando votos é exatamente a falta de vergonha em utilizar um assunto como este para tentar ganhar votos religiosos. A posição que ela tinha é defensável. A que ela apresenta agora, é um desastre!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Aberrações e suas consequências

Hoje pela manhã, o PoPa acompanhou uma entrevista de Tarso à Band. Muito contido, parece que não vai repetir o governo desastrado de Olívio Dutra, que enxotou investimentos, bagunçou a segurança pública, quase liquidou a Emater e causou sérios problemas ao Banrisul, para ficar apenas nestes. Provavelmente não colocará a bandeira de Cuba na sacada do Palácio Farroupílha, nem receberá guerrilheiros das Farc...

Mas o que chamou a atenção na entrevista, foi a indignação dele da não eleição da filha, Luciana. O PoPa concorda com o governador eleito que isto é uma aberração mas, fica imaginando se oito anos de governo não teriam sido suficientes para amenizar esta e outras aberrações do sistema político brasileiro. A apregoada reforma política não saiu do papel mas poderia ter tido algumas pontuais e pequenas alterações. Como esta, que não permitiu a eleição de uma candidata extremamente bem votada, ao mesmo tempo em que coloca um mensaleiro pouco votado na esteira do voto no palhaço. Esta é uma distorção séria, realmente. Mas eles tiveram oito anos no governo e nada fizeram para melhorar. Talvez porque esta regra beneficie, mais do que prejudica, seus amigos e apoiadores...

domingo, 3 de outubro de 2010

Perdemos no RS, mas ainda temos chance no Brasil...

Bem, Tarso ganhou no primeiro turno. Merecidamente, o PoPa acredita, pois aqui, ao contrário da eleição nacional, houve méritos na campanha, sem exageros e sem muita interferência federal. Aliás, o PoPa acredita que o namoro do Fogaça com Dilma foi um dos motivos para o crescimento de Tarso. Afinal, para que votar na filial, se pode eleger a matriz? A mesma coisa vitimou Rigotto. O gaúcho não gosta de ninguém que não assuma posições definidas e ele, até o último dia, escondeu seu voto para presidente. E anunciou que votou na Marina! Em cima do muro... pagou a conta! Se ele fosse candidato a deputado federal, além de confirmado, poderia ampliar a participação do partido.

Mas são coisas passadas, já. Agora, é ver o que vai acontecer no segundo turno federal. Se Serra resolver enfrentar de verdade a máquina, poderá ter chance. Se ficar insistindo que é o pai do genérico e que pode fazer um pouco melhor que o governo Lula, está lascado. Marina não tem muita saída, a não ser se dizer neutra. Ou pender para o lado da Dilma. Afinal, ela fez parte deste governo até bem pouco tempo, não faria sentido apoiar Serra. O PoPa aposta que ela vai ficar neutra. Se cair para um ou outro lado, é que a proposta foi boa!

Segundo Turno

Hoje à noite, já saberemos se vai ter ou não segundo turno. Aqui no RS e no Brasil. O PoPa torce pelos dois, por acreditar que segundo turno foi feito exatamente para que a população pudesse ver mais claramente as idéias dos principais opositores.

As notícias que correm são interessantes. Lula e seu pt estão programando uma grande festa para a "comemoração" da vitória. Provavelmente, será transformada no primeiro comício do segundo turno. É legal? O PoPa não sabe, não tem idéia, mas e daí? Desde que Lula resolveu não tirar licença para fazer campanha, e fez, qual a diferença? Uma coisa é certa: o segundo turno, se houver, será uma derrota para ele. E o PoPa espera que esta derrota se concretize ao final desta eleição.

E se desse Dilma com Plínio no segundo turno? Bem, o PoPa não é tãããão maluco assim! Neste caso extremo, era capaz de votar em Dilma...

sábado, 2 de outubro de 2010

O PoPa apoia esta idéia!

Aborto e Dilma

O PoPa acha que estão superdimensionando a questão do aborto, em relação à Dilma. Ela declarou, mais de uma vez, que o aborto é um assunto de saúde pública, que o aborto deveria ser legalizado no Brasil e coisas do gênero. O PoPa tem uma posição semelhante, apesar de ser contra o aborto, em princípio, por julgar que a vida humana é sagrada e que existem métodos contraceptivos mais que conhecidos, baratos e simples. Logo, o problema básico é educação e conhecimento, mas também não podemos deixar jovens mulheres passar por situações de altíssimo risco, como são os abortos clandestinos. Não dá, simplesmente, para ignorar a realidade brasileira neste ponto.

Dilma, portanto, não está errada em sua posição, quando defende que mulheres não sejam submetidas a métodos medievais para retirar o feto em gestação. Mas aí entra outro aspecto da personagem que o PoPa discorda e critica. Ela resolveu refazer sua posição, meramente por interesse político. Isso é grave! Mais grave que defender o aborto, é dizer que é contra, apenas para consumo público. Apenas porque a sociedade não vê esta ação com bons olhos. Diz muito da personalidade da candidata, pois como é possível acreditar em outras promessas e definições? Como acreditar na construção de dois milhões de casas, nos cursos técnicos, nas ferrovias, nas hidrovias, na saúde, na educação. Principalmente, como acreditar que não pensa no controle da imprensa?

Esta é a dúvida. Não, esta é a certeza! Dilma não é contra o aborto, não é contra o controle da imprensa e vamos ficando por aí, só nestes exemplos pontuais.

O Brasil não vai acabar com a eleição de Dilma. Vai andar mais lentamente do que poderia, como aconteceu nos últimos oito anos, mas vai sobreviver.

Bem, como dizia o impagável riograndino Apparício Torelly, (o Barão de Itararé), "De onde menos se espera, daí é que não sai nada...". Ele também dizia: . O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim , afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato.

Boa votação aos parcos e fiéis leitores do PoPa!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Democracia participativa, uma ova!

Segunda feira, o Brasil acordará diferente? Não, continuaremos com as mesmas mazelas e as mesmas dúvidas. Talvez tenhamos um segundo turno no RS e no Brasil, garantindo mais algum tempo de excelentes programas de tv e rádio e aquelas agradáveis movimentações nas esquinas, de um povo, geralmente desempregado, que está ali para ganhar algum trocado.

Depois do segundo turno, teremos a certeza de quem vai estar governando o País nos próximos quatro anos. Ganhando Dilma, teremos a certeza da continuidade do governo Lula, dos seus mensalões, das traquinagens da Casa Civil e outras coisas menos comentadas, mas não menos sérias. Ganhando Serra ou Marina, teremos um governo definitivamente estranho, encharcado de neocomunistas em sua estrutura administrativa e com uma oposição como nuncaantesnahistóriadopaís se viu. Lula, que foi um opositor de seu próprio governo, terá liberdade ainda maior para dizer as barbaridades de sempre. E terá púlpito para isso, com o apoio da tal "imprensa golpista". Afinal, o que vende jornal é um bom barraco.

Aos que acreditam piamente na tal democracia participativa, é bom lembrar que, durante a ditadura, tínhamos eleições para o congresso e este votava para presidente, de maneira indireta. Continuamos tanto tempo com os militares, pois nós, povo, votávamos nos parlamentares que apoiavam aquele modelo de governo. Logo, era a vontade do povo! Por isso, caros e parcos leitores, a tal democracia participativa é podre em sua essência. O povo não sabe das coisas, não sabe das maracutaias, não tem idéia do que se passa no âmbito do poder. E vota em um produto midiático, que é vendido a ele como a solução de todos os seus problemas.

Naquela época, na ditadura, montou-se um esquema de votação parlamentar que privilegiava as regiões mais atrasadas deste País, onde era mais fácil manipular a opinião pública e garrotear os votos dos então chamados "currais eleitorais". Isso não mudou! A constituinte manteve a desproporção parlamentar entre as regiões brasileiras, fazendo com que votos de uma região valessem menos que os votos de outra. E manteve o terceiro senador, uma distorção desnecessária nos tempos atuais, a não ser para os partidos políticos e para os governos que querem manter sua "base", com base em outra distorção representativa. Senadores são eleitos com menos votos que um vereador de São Paulo! E colocam suplentes que ninguém nunca ouviu falar e que, eventualmente, estarão ocupando um dos principais cargos políticos do Brasil, sem ter a mínima representação popular. Distorções como esta fazem com que a nossa democracia seja muito menos do que parece.